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Rio duvida que o Estado recupere empréstimo ao Novo Banco

O presidente do Partido Social Democrata, Rui Rio.  JOSÉ COELHO/LUSA
O presidente do Partido Social Democrata, Rui Rio. JOSÉ COELHO/LUSA

O presidente do PSD, Rui Rio, insistiu na noite de sexta-feira que são os portugueses que estão a pagar os prejuízos acumulados do Novo Banco, contrariando aquilo que tem sido dito pelo Governo.

“É evidente que ao contrário do que tem sido dito, aquilo que está a acontecer é o contribuinte português a pagar estes desmandos que houve ao longo dos anos no Novo Banco e não só”, disse Rui Rio, à margem de um jantar com mais de 500 mulheres simpatizantes e militantes do PSD, que decorreu em Oliveira de Azeméis.

Em declarações aos jornalistas, o líder social-democrata explicou que, do ponto de vista técnico, o que está a acontecer é um empréstimo do Estado ao sistema bancário, que, por sua vez, há de voltar a devolver o dinheiro.

No entanto, disse ter dúvidas de que o Estado venha a recuperar “estes biliões e biliões todos”, adiantando que se isso acontecer “há de ser daqui por 30 ou 40 anos”.

“Portanto, obviamente que a esmagadora maioria vai pagar e está a pagar, porque se um dia este dinheiro for recuperado, que eu duvido, estarão cá os que hoje são mais novos, eventualmente”, afirmou.

O presidente do PSD rejeitou ainda que sejam atribuídas responsabilidades ao Governo anterior no processo de venda do Novo Banco.

“O plafond de cobertura de imparidades até quase quatro mil milhões de euros é desenhado por este Governo. Não foi desenhado pelo Governo anterior. Portanto, não pode este Governo atirar responsabilidades para trás que lhe cabem a ele”, observou.

Rui Rio admitiu ainda que o Novo Banco vai pedir mais dinheiro ao Fundo de Resolução, até atingir o plafond dos 3,9 mil milhões de euros.

“Da maneira como foi desenhada a venda estou convencido de que o Novo Banco vai aproveitar tudo e ainda vai pedir mais”, disse.

Por isso, realçou a importância da auditoria que foi agora anunciada para que se perceba se estas “imparidades” do Novo Banco devem ou não ser pagas.

“A auditoria é fundamental. Não entendo é porque é que o Governo já não a mandou fazer antes, particularmente antes de vender o Novo Banco da forma como fez com estas garantias absolutamente brutais”, notou.

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