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Ryanair protege-se do Brexit com licença para voar no Reino Unido

Fotografia: Ralph Orlowski/ Reuters.
Fotografia: Ralph Orlowski/ Reuters.

Companhia irlandesa garantiu licença para operar voos domésticos no Reino Unido, algo que pode não ocorrer caso não haja acordo para o Brexit.

Enquanto o Parlamento britânico não se entende sobre o acordo para o Brexit, a Ryanair assegurou esta quinta-feira uma licença para voar dentro do Reino Unido. A companhia aérea irlandesa, desta forma, assegura os voos domésticos no reino de Sua Majestade e ainda as ligações entre o Reino Unido e países fora da União Europeia em caso de uma saída sem acordo do país liderado por Theresa May.

“Está a aumentar o risco de um Brexit sem acordo em março e embora tenhamos um plano preparado para o pós-Brexit – inclusivamente em relação aos nossos acionistas europeus – vamos continuar a apelar a um acordo de transição para o Reino Unido e a União Europeia a partir de 31 de março de 2019 para que evitemos quais problemas nos voos dos nossos consumidores britânicos nas férias de verão deste ano”, assinou o responsável legal da Ryanair, Juliusz Komorek, em declarações esta quinta-feira ao Financial Times.

A licença britânica foi pedida no final de 2017. Este documento é importante para a Ryanair porque embora os voos domésticos no Reino Unido representem cerca de 1% da capacidade de lugares para 2018, segundo o relatório e contas, a companhia irlandesa tem voos, a partir do Reino Unido, para destinos extra-comunitários como a Noruega e Marrocos.

A empresa liderada por Michael O’Leary também está a enfrentar problemas por causa dos seus acionistas. As companhias que não forem controladas em pelo menos 51%, por um país da comunidade europeia, perdem a permissão de voo dentro da União Europeia. A Ryanair diz que está a tentar responder ao problema ao preparar planos para retirar os direitos de voto aos acionistas que não pertençam à União Europeia.

Os espanhóis da Iberia têm enfrentado um problema semelhante porque pertencem à holding International Airlines Group (IAG), que se formou em 2010 como resultado da fusão da companhia espanhola com a britânica British Airways.

A Iberia tem dois tipos de proprietários: a IAG, dona dos direitos económicos, e a sociedade espanhola Ib Opco, responsável pelos direitos políticos é a sociedade espanhola Ib Opco. Nesta sociedade (Ib Opco), explica o El País, repartiram-se os direitos políticos da seguinte forma: 49,9% da IAG e 50,01% da Garanair. Uma vez que a Garanair é propriedade do El Corte Inglés, a Iberia consegue alegar que é maioritariamente detida por um grupo da comunidade europeia. Assim, poderá estar protegida de eventuais medidas que podem resultar de um ‘brexit’ sem acordo.

A britânica easyJet, por outro lado, teve de pedir uma licença para poder voar dentro da União Europeia ao pedir um novo certificado de operação aérea. A empresa acabou por ficar com uma licença austríaca – Portugal chegou a estar na lista de países que poderiam acolher a sede desta companhia aérea.

O parlamento britânico agendou um novo debate sobre o acordo do Brexit para a próxima semana, 09 de janeiro.

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