concertação social

Governo propõe salário mínimo de 580 euros para 2018

O ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Vieira da Silva.
Fotografia: MÁRIO CRUZ/LUSA
O ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Vieira da Silva. Fotografia: MÁRIO CRUZ/LUSA

O governo propôs aos parceiros sociais um aumento do salário mínimo para 580 euros, mas não apresentou contrapartidas.

O aumento proposto passa o SMN dos 557 para os 580 euros no próximo ano. O executivo não apresentou compensações para as empresas, mas no final da reunião o ministro Vieira da Silva afirmou estar sempre disponível para trabalhar com os parceiros sociais no sentido de se criar “um quadro favorável ao desenvolvimento das empresas”.

Desta vez e ao contrário do que sucedeu com a subida do SMN em 2016 e 2017, não está prevista uma medida especialmente dirigida às empresas para as compensar do agravamento de custos com a subida do SMN. Em 2016, a solução passou por uma descida da Taxa Social Única a cargo do empregador e este ano (depois de o Parlamento ter vetado nova descida da TSU) optou-se por uma redução do pagamento espacial por conta do IRC.

Os parceiros sociais voltam a reunir no dia 19 deste mês, devendo este novo encontro fechar o tema do salário mínimo nacional. Vieira da Silva referiu esta terça-feira que não irá desistir de tentar reunir o consenso dos parceiros em torno desta subida do SMN para os 580 euros.

“Não quero desistir do acordo e vou bater-me por ele até ao último momento”, precisou para adiantar que a experiência destes últimos anos mostra que o pais se sente mais seguro quando o novo valor do salário mínimo é fixado com o acordo dos parceiros sociais.

 

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