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Sindicato dos Call Center acusa Randstad de “perseguição sindical”

Foto: Pedro Correia/
Global Imagem
Foto: Pedro Correia/ Global Imagem

O Sindicato de Trabalhadores de Call Center (STCC) acusa a Randstad, em Braga, de “perseguição sindical” e de “criar um clima de medo” entre os trabalhadores, depois do despedimento de um sindicalista e suspensão de outros três.

Um grupo de cerca de 40 trabalhadores está concentrado junto ao edifício da Concetrix, onde funciona o call center (centro de atendimento telefónico) da Randstad na cidade, e a um cumprir uma jornada de greve, tendo sido chamada a PSP para registar a proibição por parte da administração do edifício em deixar entrar os sindicalistas para “realizarem trabalho sindical”, conforme previsto na lei.

Em declarações à agência Lusa, o dirigente sindical Nuno Geraldes, que foi despedido em julho, acusou a Randstad de “perseguição e fomentar um clima de medo entre os trabalhadores ao longo da última semana”, acusações às quais a Lusa tentou obter reação mas que até ao momento não teve resposta por parte da empresa visada.

“Estamos aqui 40, mas sabemos que a adesão à greve é bem maior. Há um clima de medo entre os trabalhadores em dar a cara. A administração fez reuniões durante a última semana que fomentaram esse medo”, acusou o dirigente sindical.

Segundo Nuno Geraldes, “além do medo têm difamado os sindicalistas visados e o sindicato, isto é um caso de perseguição sindical como ficou bem demonstrado com o facto de não terem deixado a representação sindical entrar no edifício para realizar trabalho sindical, tal como a lei prevê”, facto pelo qual, explicou, “foi chamada a PSP para registar essa ocorrência”.

O dirigente sindical explicou ainda que a greve e a manifestação são em “apoio aos representantes sindicais afastados do call center, em que um dirigente sindical foi despedido, estando ainda suspensos um outro dirigente e dois delegados sindicais, exigindo reintegração” daqueles trabalhadores.

“Eu fui um dos dirigentes despedidos”, explicou Nuno Geraldes, adiantando que “a desculpa foi a divulgação de dados confidenciais quando na verdade tudo começou depois de ter denunciado um caso de assédio a uma trabalhadora”.

Além da greve e da manifestação de hoje em Braga, irá também ocorrer uma concentração em Lisboa na quinta-feira pelas 15:30 em frente à sede da Randstad, entidade empregadora dos trabalhadores do call center da Concentrix em Braga, em “solidariedade com toda a estrutura sindical afastada e perseguida pela Randstad e Concentrix”.

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