Sindicato dos Jornalistas exige que Impresa informe trabalhadores sobre negociação das revistas

O Sindicato dos Jornalistas, que hoje se reuniu com os trabalhadores da Impresa, exigiu que a empresa preste informações sobre a negociação de venda das revistas do grupo dono da SIC e Expresso, dada a "incerteza quanto ao futuro".

O Sindicato dos Jornalistas, que hoje se reuniu com os trabalhadores da Impresa, exigiu que a empresa preste informações sobre a negociação de venda das revistas do grupo dono da SIC e Expresso, dada a “incerteza quanto ao futuro”.


Numa nota colocada no seu ‘site’, o sindicato “insta a administração e os recursos humanos do referido grupo a facilitarem o acesso a toda a informação laboral que possa ser relevante durante o processo de negociação”.


O sindicato aponta que, no encontro hoje realizado nas instalações do grupo, em Laveiras, concelho de Oeiras, “os elementos da direção, acompanhados pela advogada do sindicato, tiveram conhecimento de situações em que trabalhadores pediram informação aos recursos humanos e não a obtiveram”.


A estrutura sindical defende, por isso, que os funcionários devem dispor de todos os dados para tomarem “decisões informadas e esclarecidas em relação aos próximos tempos”, dadas as “circunstâncias atuais do grupo e a incerteza quanto ao futuro”.


No início deste mês, a Impresa confirmou haver interessados na compra de revistas do grupo, depois de ter iniciado um processo formal de avaliação das suas publicações para apostar no audiovisual e no digital.


No final de agosto, a empresa já tinha admitido a venda de alguns dos seus títulos, no âmbito de um “reposicionamento estratégico” da sua atividade, que passa por um “enfoque primordialmente nas componentes do audiovisual e do digital”.


Após reuniões de elementos das direções com trabalhadores de vários títulos, o presidente executivo do grupo de comunicação social, Francisco Pedro Balsemão, enviou uma mensagem indicando que tendo em conta o Plano Estratégico para o triénio 2017-2019, a “IMPRESA procederá a um reposicionamento estratégico da sua atividade”.


Segundo o dirigente, as alterações vão implicar uma “redução da sua exposição ao setor das revistas e um enfoque primordialmente nas componentes do audiovisual e do digital”.


“Nesse sentido, [a Impresa] iniciou um processo formal de avaliação do seu portefólio e respetivos títulos, que poderá implicar a alienação de ativos. A prioridade passa por continuar a melhorar a situação financeira do grupo, assegurando a sua sustentabilidade económica, e logo a sua independência editorial”, concluiu na mesma nota.


Após reuniões com Francisco Pedro Balsemão, a Comissão de Trabalhadores da Impresa Publishing disse haver uma “incerteza total” quanto ao futuro dos títulos do grupo e dos trabalhadores.


Depois de um encontro com a comissão executiva do grupo, o Sindicato dos Jornalistas disse ter obtido “o compromisso de privilegiar as ofertas de compra para as 13 publicações à venda que incluam os trabalhadores desses mesmos títulos”.


A Impresa Publishing detém os títulos Activa, Blitz, Caras, Caras Decoração, Courrier Internacional, Exame, Exame Informática, Jornal de Letras, Telenovelas, TV Mais, Visão, Visão História, Visão Júnior e Expresso.


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