Taxa de Macron à aviação custa 60 milhões ao grupo Air France

Benjamin Smith, Air France/KLM
Foto: D.R
Benjamin Smith, Air France/KLM Foto: D.R

Benjamin Smith diz que a taxa está a ser crida pelas razões erradas e que não contribui para melhorar o transporte

A nova taxa que o governo francês anunciou para penalizar as companhias aéreas pelas emissões de CO2 vai custar 60 milhões de euros ao grupo Air France. A oposição do grupo já tinha sido bem expressa no início do verão e, Benjamin Smith, presidente do grupo Air France/KLM, voltou a reforçá-la na cerimónia de comemoração dos 100 anos da companhia holandesa, que integrou o grupo em 2004.

“Sou fortemente contra esta taxa por variadas razões. Esta taxa não será usada para que a indústria da aviação possa reinvestir em formas mais eficientes para viajar, vai custar ao grupo Air France/KLM 60 milhões de euros, e está a ser aplicada pelas razões erradas”, disse o responsável, num encontro com jornalistas.

O governo francês anunciou que irá avançar com uma taxa para apoiar o meio ambiente, e que deverá render 180 milhões aos cofres franceses em 2020. A ecotaxa será aplicada a todas as companhias aéreas com voos a partir de França. Para os voos dentro da UE será de 1,5 euros para os bilhetes em classe económica e de nove euros para os de classe executiva. Para os voos fora da União Europeia, a ecotaxa será de três euros em classe económica e de 18 euros em classe executiva.

A Air France tem sido a maior opositora deste novo imposto por ter a sua base, precisamente, naquele país.

* Em Amesterdão, a convite da KLM

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