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Thomas Cook: Falência leva a cancelamento de voos para Funchal

Imagem de um avião da Thomas Cook estacionado em Manchester, Reino Unido. (REUTERS/Phil Noble)
Imagem de um avião da Thomas Cook estacionado em Manchester, Reino Unido. (REUTERS/Phil Noble)

Companhia britânica diminuiu exposição a Portugal nos últimos meses, com redução das ligações ao Algarve e à região da Madeira.

São mínimos, para já, os impactos da falência da Thomas Cook no mercado português. A companhia britânica cancelou esta segunda-feira os dois voo que tinha marcado esta segunda-feira os aeroportos nacionais.

Ficou por realizar o voo entre Copenhaga e Funchal, com chegada prevista ao aeroporto português para as 10h50, segundo a informação disponibilizada no portal da ANA, a entidade gestora dos aeroportos nacionais. Também foi cancelado o voo de regresso para a capital dinamarquesa, que iria partir às 12h05.

Para terça-feira, a Thomas Cook também tinha marcado um voo para Faro, que chegaria às 9h15 vindo de Manchester. O regresso a esta cidade britânica seria feito pelas 10h15. Oficialmente, estas ligações ainda não foram canceladas. Só que a falência da agência britânica determinou o fim destas viagens.

O operador turístico britânico Thomas Cook anunciou falência esta segunda-feira depois de não ter conseguido encontrar, durante o fim de semana, fundos necessários para garantir a sua sobrevivência e, por isso, entrará em “liquidação imediata”. A nível mundial, 600 mil turistas terão de ser repatriados.

O grupo precisava de arrecadar 200 milhões de libras (cerca de 227 milhões de euros) em fundos adicionais, reivindicados pelos bancos, como o RBS ou o Lloyds. O Governo britânico recusou um resgate avaliado em 150 milhões de libras.

A grave situação financeira da empresa teve impacto imediato junto de clientes que gozam pacotes de férias organizados pela operadora de viagens no exterior. Estes não conseguiram sair dos complexos (hotéis e resorts), sem pagar os valores decorrentes das estadas, já depois de terem efetuado o mesmo pagamento à Thomas Cook.

A empresa, com 178 anos de atividade, tinha previsto assinar esta semana um pacote de resgate com o seu maior acionista, o grupo chinês Fosun, estimado em 900 milhões de libras (1.023 milhões de euros), mas tal foi adiado pela exigência dos bancos que o grupo tivesse novas reservas para o inverno.

As dificuldades financeiras da empresa acumularam-se no ano passado, mas em agosto foram anunciadas negociações com o grupo chinês Fosun, dono da Fidelidade.

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