Trabalhadores da antiga Triumph manifestam-se e pedem “acesso a uma fonte de subsistência”

Mais de 150 trabalhadores da antiga Triumph manifestaram-se hoje, em Lisboa, para pedir "acesso a uma fonte de subsistência", face aos salários em atraso e ao processo de insolvência da empresa.

Mais de 150 trabalhadores da antiga Triumph manifestaram-se hoje, em Lisboa, para pedir “acesso a uma fonte de subsistência”, face aos salários em atraso e ao processo de insolvência da empresa.


“Tiram-nos o salário, roubam-nos o pão”, “sem salário, sem Natal” ou “para as nossas 463 famílias não há Natal” foram alguns das frases escritas nos cartazes que as trabalhadoras empunharam no Chiado, nas proximidades do Ministério da Economia.


As informações divulgadas por membros do Sindicato dos Trabalhadores Têxteis, Lanifícios, Vestuário, Calçado e Curtumes do Sul, afeto à CGTP, são de que foi assinado o processo de insolvência, mas que ainda não terá dado entrada.


Do sindicato veio ainda a denúncia da falta de parte do pagamento do salário em novembro, do atraso na liquidação do subsídio de Natal e a previsibilidade de não recebimento do atual mês.


“Os trabalhadores da TGI (Têxtil Gramax Internacional), sem salários, sem Natal e sem futuro” saíram da fábrica em Sacavém para a manifestação porque “apenas lhes resta a vontade política deste Governo para agilizar o processo que permita o mais urgentemente possível o acesso a uma fonte de subsistência”, lê-se no comunicado entregue.


Presente na manifestação, o secretário-geral da CGTP qualificou a situação como um “caso de polícia”, por ocorrer uma “fraude” porque num ano e meio a Triumph Internacional “trespassou a fábrica a um fundo, que, por sua vez, reduziu e inclusive deixou de produzir”.


“Alguém preparou o negócio para dar este resultado” e o Governo deve solicitar explicações, acrescentou Arménio Carlos, que fez ainda eco da necessidade da garantia de um rendimento para os trabalhadores.


O responsável defendeu que deve haver procura de um investidor para “pôr a fábrica a produzir, manter os postos de trabalho e produzir riqueza”.


Presente no protesto esteve ainda o presidente da Câmara Municipal de Loures, Bernardino Soares.


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