Comércio internacional

Trump: “EUA já perderam guerra comercial e isso não pode continuar”

Donald Trump quer manter a guerra comercial com a China até vencer. Fotografia: Reuters/James Lawler Duggan
Donald Trump quer manter a guerra comercial com a China até vencer. Fotografia: Reuters/James Lawler Duggan

Trump diz que quando se tem um défice de comercial de 500 mil milhões é porque se saiu derrotado e que não pode deixar isso continuar. Bolsas tremem.

Donald Trump reagiu às ameaças da China de responderem com a “mesma força” às tarifas impostas pelos EUA. O presidente americano disse, na sua conta do Twitter, que “não estamos numa guerra comercial com a China porque essa guerra foi perdida há muitos anos pelas pessoas tolas e incompetentes que representaram os EUA”.

O presidente americano reforçou que essa situação não é aceitável, aos dizer que “agora temos um défice comercial de 500 mil milhões de dólares por ano, com roubo de propriedade intelectual de mais de 300 mil milhões de dólares”. E reiterou que “não podemos deixar isto continuar”.

No início de março, Trump tinha dito que as guerras comerciais são “boas” e “fáceis de ganhar”. No caso concreto da relação comercial com a China, o presidente defende que quando se está a perder 500 mil milhões de dólares, já não há nada a perder.

A China introduziu tarifas sobre importações de mais de 100 produtos americanos na passada segunda-feira. Isto depois de os EUA terem colocado maiores restrições aduaneiras ao aço e alumínio chinês. Além disso, Washington está a preparar mais sobretaxas em mais de 100 produtos chineses que poderão ter impacto em importações no valor de entre 50 mil milhões e 60 mil milhões de dólares.

Agora Pequim promete retaliar na mesma medida. “Estamos a preparar medidas na mesma força e extensão contra produtos dos Estados Unidos”, segundo um comunicado do ministério do Comércio da China. No início da semana, jornais chineses ligados ao regime de Pequim tinham já avisado que “apesar de China e EUA ainda não terem publicamente dito que estão nua guerra comercial, já há faíscas de uma guerra desse tipo”.

O braço de ferro entre as duas maiores economias do mundo está a deixar os economistas e os mercados financeiros apreensivos. Teme-se uma escalada dos ataques e contra-ataque que possam colocar em causa a recuperação da economia mundial.

Esses receios refletem-se no comportamento das bolsas. A ameaça de retaliação por parte da China está a provocar descidas nos principais índices mundiais na sessão desta quarta-feira. Só no último mês a apreensão com o risco de uma guerra comercial tirou cerca de 4% às bolsas americanas, europeias e chinesa.

Esta terça-feira, os investidores continuam à defesa. As bolsas americanas abriram a sessão a perder mais de 1% depois de Pequim ter prometido uma resposta musculada a Donald Trump.

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