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Turismo cria 40 mil novos empregos por ano

Francisco Calheiros, presidente da Confederação do Turismo de Portugal. Fotografia: Direitos Reservados
Francisco Calheiros, presidente da Confederação do Turismo de Portugal. Fotografia: Direitos Reservados

A falta de mão-de-obra está a impulsionar o aumento de salários no setor do turismo

O turismo criou, nestes últimos anos, entre 30 a 40 mil novos postos de trabalho. Esta escalada de criação de emprego no setor, que acompanhou o boom turístico que o país regista desde 2013, está agora posta em causa pela escassez de recursos humanos.

“Nos últimos anos, foram criados 30 a 40 mil novos cargos no setor, mas só saíram 10 mil formandos por ano. O défice é enorme”, sublinhou Francisco Calheiros, presidente da Confederação do Turismo Português (CTP), ao Dinheiro Vivo, à margem do XV Congresso Nacional da Associação dos Diretores de Hotéis de Portugal, a decorrer até sábado em Viseu.

O “problema da falta de mão-de-obra, que não é exclusivo do setor, também a construção e outras áreas da economia portuguesa o sentem, tem sido colmatado com recursos humanos desviados de outras atividades e alguma imigração”, adiantou. Ainda assim, essa escassez “é uma boa dor de cabeça”. Como sublinhou, há uns anos o país tinha “17% de desemprego e agora tem 6%, está quase ao nível do desemprego técnico e essa é a grande notícia”.

Mas este ciclo também já terá passado. Depois do forte crescimento no período 2013 e 2017, o turismo “está agora numa fase de consolidação” e tem de apostar na requalificação dos seus recursos. Até porque outra das ameaças é a rotatividade dos profissionais. A escassez de mão-de-obra abriu diversas oportunidades aos trabalhadores do setor. Neste cenário, Francisco Calheiros não tem dúvidas que “as empresas para conservarem os seus elementos vão ter de atualizar as condições salariais à nova realidade”. Como resumiu, “os salários vão adaptar-se à lei da oferta e da procura”, sendo que “já estão a aumentar e vão continuar”.

Ano de consolidação
O turismo deverá registar um novo crescimento este ano, mas prognósticos só no final. Como referiu Francisco Calheiros, “2019 será um ano de consolidação, dificilmente um ano de baixa, mas para saber qual será o crescimento precisava de uma bola de cristal”, disse. O responsável admite “preocupação com o Algarve e a Madeira”, devido ao Brexit, e principalmente com a região sul de Portugal, que perdeu algumas ligações aéreas.

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