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Uber volta a despedir. 435 pessoas estão de saída

Uber volta a despedir depois de prejuízos de mais de 5,6 mil milhões de euros no primeiro semestre. (Fotografia: EPA/ERIK S. LESSER)
Uber volta a despedir depois de prejuízos de mais de 5,6 mil milhões de euros no primeiro semestre. (Fotografia: EPA/ERIK S. LESSER)

Plataforma de transportes reduz equipas de engenharia e de produto, sobretudo nos Estados Unidos. Em julho, saíram 400 pessoas do marketing.

É a segunda vaga de despedimentos na Uber em menos de dois meses: estão de saída 435 funcionários a plataforma de transportes norte-americana, o que corresponde a 8% do quadro de funcionários da empresa, adiantou na terça-feira o portal TechCrunch.

A maior parte das saídas (265) vai ocorrer no departamento de engenharia; as restantes 170 pessoas vão abandonar a equipa de produto. Os despedimentos deverão afetar sobretudo o serviço de transporte de passageiros: as equipas da Uber Eats (entrega de comida ao domicílio) e Uber Freight (serviço de logística) não serão afetados.

Os despedimentos vão afetar, sobretudo, as pessoas baseadas nos Estados Unidos – 85% das saídas vão ocorrer neste país; 10% irá afetar a região Ásia-Pacífico; 5% na Europa, Médio Oriente e África.

“Esperamos que as mudanças permitam reiniciar e melhorar o nosso trabalho dia a dia – dando prioridade sem cessar e focar-nos no desempenho e na agilidade. Embora possa ser doloroso, no imediato, sobretudo para as pessoas diretamente afetadas, acreditamos que isto vai resultar numa organização técnica muito mais forte e que vai contratar alguns dos melhores talentos do mundo”, explicou um porta-voz da companhia cotada em bolsa, citado pela mesma publicação.

Com o fim da duplicação de tarefas e das redundâncias – alega a empresa – a Uber descongelou as contratações nos departamentos de engenharia e produto que estavam em vigor desde o início de agosto.

Esta é a segunda vaga de despedimentos na Uber, depois da saída de 400 pessoas da equipa de marketing no final de julho.

No primeiro semestre deste ano, a empresa liderada por Dara Khosrowshahi registou perdas de 6,2 mil milhões de dólares, o equivalente a 5,6 mil milhões de euros.

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