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Vem aí a polícia financeira europeia?

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A Comissão acusa uma "falta geral de vontade política dos Estados membros" para combater a evasão fiscal e o crime financeiro.

Uma Comissão especial do Parlamento Europeu propõe a criação de uma força policial europeia e um regulador europeu dedicado ao branqueamento de capitais.

As propostas da Comissão Especial sobre os Crimes Financeiros e a Elisão e a Evasão Fiscais (TAX3) fazem parte de um relatório com várias recomendações, que foi aprovado por larga maioria, e que vai agora ser votado em plenário, no final de março.

As recomendações aprovadas “vão desde a revisão do sistema para lidar com crimes financeiros, evasão fiscal e elisão fiscal, nomeadamente através da melhoria da cooperação em todas as áreas entre a multiplicidade de autoridades envolvidas, até à criação de novos organismos a nível da União Europeia e global”, refere a Comissão num comunicado divulgado esta quarta-feira.

A Comissão mostra “grande preocupação com a falta geral de vontade política dos Estados membros no Conselho (Europeu) para combater a evasão / evasão fiscal e o crime financeiro”.

Recomenda que seja criado um departamento global dedicado ao fisco no âmbito das Organização das Nações Unidas.

Entende que o regime de recompensa para quem denuncia crimes vigente nos Estados Unidos podia ser replicado na União Europeia e que os denunciantes deviam uma maior proteção.

Deixou ainda uma recomendação a Malta e à Eslováquia: “devem fazer tudo o que possam para identificar os autores por detrás dos assassinatos de dois jornalistas de investigação”.

O Parlamento Europeu decidiu criar esta Comissão especial, no dia 1 de março de 2018, na sequência de notícias sobre escândalos fiscais publicadas nos últimos cinco anos – Luxleaks, the Panama Papers, Football leaks e Paradise Papers.

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