Coronavírus

Vírus. Inspetores tributários pedem medidas de proteção

( Álvaro Isidoro / Global Imagens )
( Álvaro Isidoro / Global Imagens )

Associação exige informação e medidas de proteção para os trabalhadores das fronteiras.

A Associação dos Profissionais da Inspeção Tributária (APIT) pediu à Autoridade Tributária e Aduaneira que implemente medidas para proteger estes profissionais, que muitas vezes trabalham nas fronteiras, da infeção do novo coronavírus, segundo informação divulgada esta quinta-feira.

“A APIT já solicitou aos Recursos Humanos da AT [Autoridade Tributária e Aduaneira], que com caráter de urgência, remeta informação própria no sentido de informar e proteger os operacionais que exerçam funções em locais de risco mais elevado, ou que possam ser confrontados com situações de risco (aeroportos, portos, marinas, encomendas postais e pequenos volumes)”, indicou a entidade, num email assinado pela direção.

A APIT solicitou ainda “a distribuição de luvas descartáveis e máscaras de proteção”, sendo que, ainda assim, o organismo considera “que os colegas, com especial referência para os que laboram nas áreas referidas, deverão também eles e o quanto antes solicitar a distribuição de material adequado à sua proteção, designadamente, as luvas descartáveis e as máscaras de proteção”.

Para a associação, é importante o “aprofundamento das condições de segurança e saúde nos serviços que poderão mais diretamente ser afetados”, sublinhando que “as entidades aeronáuticas já iniciaram a distribuição de informação para todos os operacionais em locais de risco acrescido”.

Até ao final do dia de quarta-feira o número de mortos devido ao novo vírus era de 170 e os infetados eram de mais de 7.700 pessoas.

O novo coronavírus foi primeiramente detetado em dezembro na cidade de Wuhan, capital da província de Hubei, no centro da China.

O número de casos de infeção pelo novo coronavírus, designado provisoriamente pela OMS como “2019-nCoV”, ultrapassa a cifra de contágios verificada com a epidemia da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), causada por um outro coronavírus, mas igualmente detetada na China e que se estendeu a outros países, em 2002 e 2003.

A SARS infetou 5.327 pessoas na China e provocou 774 mortos no mundo, incluindo 349 na China continental.

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