Portugal Exportador

Emirados Árabes e Reino Unido como mercados de futuro

13ª Edição do Portugal Exportador. 
( Filipa Bernardo/ Global Imagens )
13ª Edição do Portugal Exportador. ( Filipa Bernardo/ Global Imagens )

Setor da construção esteve em destaque na 13ª edição do Portugal Exportador, que decorreu quarta-feira, dia 14, no Centro de Congressos de Lisboa.

Apesar das diferenças culturais e de negócio, Alexandre Pinto, general manager da UpWaySystems, acredita que os Emirados Árabes Unidos são um destino interessante para as exportações do setor da construção.

De que forma é que a gradual retoma no setor da construção influiu na vossa estratégia, a nível interno e externo?

Enquanto empresa que desenvolve e comercializa soluções para a construção, com a retoma do mercado notamos um aumento do número de oportunidades e temos de conseguir aproveitar essa dinâmica. Assim, aumentámos o número de recursos alocados ao mercado nacional – sobretudo comerciais – para dar resposta ao maior número de solicitações. Por exemplo, o segmento da reabilitação está forte e por isso tentamos conduzir o desenvolvimento de novas soluções para essa área. No fundo tentamos aproveitar a dinâmica do mercado porque sabemos que é um ciclo e que daqui a uns anos as coisas podem não estar assim.

Quais são, atualmente, os principais desafios e oportunidades para as empresas portuguesas além-fronteiras?

Da nossa experiência, as principais barreiras – além dos diferentes requisitos e técnicas de trabalho – são relativas às certificações. Nos Emirados Árabes Unidos ou no Reino Unido, as certificações que nos são exigidas são completamente diferentes das que nos são pedidas em Portugal ou nos restantes mercados europeus. E se queremos estar nesses mercados temos de desenvolver essas certificações. Depois, na nossa área, os diferentes tipos de clima têm uma implicação forte: o clima dos Emirados exige um tipo de soluções, o do Reino Unido, outro, e nós vamos desenvolvendo soluções para dar resposta a esses pedidos.

Na vossa área, quais os mercados com maior potencial?

O mercado do Reino Unido está muito forte e acreditamos que vai continuar a estar nos próximos anos. Nos Emirados, temos muitas barreiras, até pelas questões culturais, mas temos conseguido ter sucesso e acreditamos que tem um potencial gigante, que ainda não estamos a aproveitar em pleno. Além disso, acreditamos também em Espanha, que é um mercado com dinâmica, e que tem a facilidade da localização geográfica.

Ter uma base portuguesa é determinante?

Portugal será sempre a nossa base e o sítio onde nos é mais fácil trabalhar. Acreditamos que tem de ser a nossa base: temos de ser fortes e estar estáveis em Portugal para podermos ir além-fronteiras.

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