Portugal Exportador

Eurico Brilhante Dias: “Estamos a precisar de uma nova onda de exportações”

Sessão de abertura da 13ª Edição do Portugal Exportador, a decorrer durante o dia de hoje no Centro de Congressos de Lisboa 
António Ramalho, Novo Banco
Eurico Brilhante Dias, Secretário de Estado da Internacionalização
Luís Filipe de Castro Henriques, AICEP Portugal Global
Rocha de Matos e presidente da Fundação AIP.

( Filipa Bernardo/ Global Imagens )
Sessão de abertura da 13ª Edição do Portugal Exportador, a decorrer durante o dia de hoje no Centro de Congressos de Lisboa António Ramalho, Novo Banco Eurico Brilhante Dias, Secretário de Estado da Internacionalização Luís Filipe de Castro Henriques, AICEP Portugal Global Rocha de Matos e presidente da Fundação AIP. ( Filipa Bernardo/ Global Imagens )

Secretário de Estado da Internacionalização esteve presente na abertura da 13ª edição do Portugal Exportador, em Lisboa.

No dia em que o Centro de Congressos de Lisboa, em Alcântara, reúne empresários, associações setoriais e entidades públicas em torno da potencialização da capacidade exportadora portuguesa, Eurico Brilhante Dias congratulou-se com o crescimento contínuo das vendas ao exterior nos últimos anos. “Aquilo que fizemos até hoje deve deixar-nos orgulhosos enquanto esforço coletivo de diferentes governos e diferentes protagonistas ao longo dos últimos 12, 15 anos. Contudo, o desafio que temos pela frente de consolidação deste esforço é tão importante como aquilo que fizemos até agora”, defendeu.

Ainda durante o discurso de abertura da 13ª edição do Portugal Exportador, o secretário de Estado da Internacionalização referiu que, apesar do esforço, a “diversificação de mercados e o alargamento da base exportadora” continua a ser o “calcanhar de Aquiles” do país. Para isso, afiança, será necessário “executar bem, operacionalizar bem as ideias que temos” de forma a que, em conjunto com a estratégia e os recursos disponíveis, as empresas portuguesas possam “chutar à baliza e executar bem”.

Apesar dos obstáculos apontados pelo responsável político, Eurico Brilhante Dias revelou que as vendas ao exterior voltaram a aumentar em 2018, prevendo o Governo passar dos 44% de peso das exportações no PIB no primeiro trimestre do ano para perto de 45% até ao final do ano. “Se é verdade que o turismo tem sido um motor importante deste crescimento, mais de 80% [das exportações] não são turismo. Os bens têm tido um comportamento igualmente assinalável e o setor automóvel tem sido motor e alavancador das nossas exportações”, explica.

“Estamos a precisar de uma nova onda de crescimento das exportações para atingirmos o objetivo que fixámos de ter, até meados da próxima década, um peso de 50% das exportações no PIB”, remata.

Há 12 anos a impulsionar o crescimento

Organizado pelo Novo Banco, AICEP e AIP, o Portugal Exportador comemora este ano 13 anos de vida. O percurso e o esforço conjunto ao longo dos últimos anos serve, essencialmente, para alimentar o desejo de crescimento das exportações portuguesas. “Somos um país pequeno, com um mercado interno muito pequeno, mas com vontade de expandir a nossa atividade por esse mundo fora”, defendeu o comendador Rocha de Matos, presidente da AIP, que acredita que é para isso fundamental a aposta nos quatro clusters em destaque nesta edição do evento: agroalimentar, automóvel, construção e eCommerce.

Para isso é também, na ótica do responsável, necessário inovar para que “os processos sejam expeditos porque competir internacionalmente não é só uma questão de preço”. Luís Castro Henriques concorda e refere mesmo que “as nossas exportações e captação de investimento é cada vez mais inovadora e tecnológica”, embora seja fundamental que as empresas apostem na formação e capacitação, uma área em que o AICEP tem vindo a investir como forma de apoio ao tecido empresarial.

António Ramalho, CEO do Novo Banco, partilha desta visão e explica que as empresas exportadoras têm muitas vantagens em relação às não exportadoras em termos financeiros e de acesso ao crédito. “Empresas exportadores crescem três vezes mais, têm uma margem líquida superior, e do ponto de vista do risco são 30% mais seguras a nível de capitalização”, diz. É, por isso, necessário atacar “os milhões de consumidores que nos esperam” além-fronteiras.

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