Portugal Exportador

Exigência no mercado interno dá armas para a exportação

13ª Edição do Portugal Exportador, a decorrer durante o dia de hoje no Centro de Congressos de Lisboa 
Fátima Vilamaior

( Filipa Bernardo/ Global Imagens )
13ª Edição do Portugal Exportador, a decorrer durante o dia de hoje no Centro de Congressos de Lisboa Fátima Vilamaior ( Filipa Bernardo/ Global Imagens )

O setor agroalimentar esteve em destaque no Portugal Exportador, qud decorreu na quarta-feira, dia 14, no Centro de Congressos de Lisboa.

Fátima Vila Maior, diretora da Alimentaria, destaca uma maior diversificação de mercados e a aposta na diferenciação dos produtos para um maior sucesso nas exportações.

O setor agroindustrial tem registado um crescimento de 6% ao ano. Qual a importância do mercado externo para fomentar ainda mais esse crescimento?

O mercado externo é fundamental, mas o mercado interno é a grande base. Hoje em dia o consumidor tem uma postura tão exigente que, com compradores exigentes em Portugal, as empresas ficam mais habilitadas para ir para o estrangeiro. E ir para o estrangeiro pressupõe aumentar o volume de negócios e, em alguns casos, vender com maior valor acrescentado. O que esperamos é que as empresas portuguesas exportem mais e, se calhar, para outros mercados. Começámos pelo óbvio que é o mercado da saudade e o mercado da proximidade. Espanha é o principal mercado comprador deste setor mas, a pouco e pouco, estamos a conseguir diversificar.

Espanha adquire sobretudo produtos sem valor acrescentado que depois transforma. Como é que as empresas portuguesas podem passar a exportar produtos de valor acrescentado?

Felizmente temos excelentes exemplos disso. Enquanto Fundação AIP e Alimentaria organizamos a participação de empresas portuguesas na Summer Fancy Food, uma feira de topo, em Nova Iorque. E Portugal conseguiu introduzir produtos com valor acrescentado, que têm a marca Portugal e são muito autênticos, a que o consumidor no estrangeiro dá valor. E também tem sido feito investimento em novos mercados como Dubai e Singapura, nomeadamente pela Portugal Foods. São mercados exigentes, mais longínquos, que não têm a ver com o mercado da saudade, mas que consomem os produtos portugueses pela qualidade e pela diferenciação que apresentam.

De que forma é possível fazer essa diferenciação?

Neste Portugal Exportador tivemos a presença do Carlos Coelho e pôs-se a velha questão de criar uma marca Portugal. Se calhar há 20 anos isso não fazia sentido. Mas hoje, independentemente da marca, o produto português conseguiu subir um patamar. É óbvio que há muito para fazer: e não só pelas empresas, por si só, para se promoverem no mercado enquanto marca, também há uma janela de oportunidade que tem a ver com os produtos. A Irlanda criou recentemente uma chancela que dá a entender ao consumidor que aquele é um produto que tem a ver com a terra, que é genuíno e não é prejudicial à saúde. Num momento em que abundam as produções intensivas, se calhar faz sentido que Portugal destaque a sua produção feita com alguma calma, com alma, e usar isso como um fator de diferenciação.

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