Portugal Exportador

Exportação como motor de desenvolvimento

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Mercados e clusters fundamentais para o incremento das exportações estarão em análise na 13ª edição do Portugal Exportador que decorre no Centro de Congressos de Lisboa na próxima quarta-feira.

A 13ª edição da iniciativa Portugal Exportador decorre na próxima quarta-feira, 14 de novembro. O Centro de Congressos de Lisboa espera cerca de 1500 visitantes que ao longo do dia poderão participar em debates, workshops e cafés temáticos, sempre com a internacionalização e exportação como pano de fundo. Uma iniciativa do Novo Banco, Fundação AIP e AICEP, o Portugal Exportador está este ano organizado por clusters setoriais – Agroalimentar, Automóvel, Construção e e-Commerce -, mantendo-se a organização por mercados, com Espanha, Angola, China e Estados Unidos como países em destaque.

Doze anos de mudança
“O Portugal Exportador afirmou-se como uma grande iniciativa e uma marca de referência nacional dirigida às PME e demais partes interessadas relevantes para a internacionalização, sobretudo para a exportação, mas também para o investimento internacional e parcerias de suporte, privadas e públicas” garante Jorge Rocha de Matos, presidente da Fundação AIP.
Rocha de Matos refere ainda a mudança registada ao nível das empresas exportadoras nacionais. “O perfil da empresa exportadora tem vindo a alterar-se substancialmente e de forma positiva, seja em relação aos setores tradicionais, que se reposicionaram na cadeia de valor, seja em setores mais recentes, de maior perfil tecnológico. Todos eles apresentam atualmente uma cadeia de valor mais robusta, o que explica também o bom desempenho que as exportações têm experimentado, há mais de uma década”, afirma.

Também para Luís Castro Henriques, presidente da AICEP Portugal, a mudança é evidente. “As empresas portuguesas perceberam claramente que a internacionalização é uma oportunidade de crescimento. As exportações têm sido o motor da recuperação económica do país, sendo que nos últimos dez anos o peso das exportações no PIB aumentou de cerca de 30% para mais de 40%, o que quer dizer que a aposta em mercados externos é uma realidade com tendência de crescimento”, refere. Para o responsável da AICEP, o dinamismo das exportações levou à diversificação quer dos países de destino quer dos produtos exportados, o que garante “uma base exportadora mais robusta e menos dependente”. “O número de empresas com perfil exportador aumentou 38% entre 2010 e 2015 e o peso dos mercados fora do Top 10 aumentou de 17% em 2005 para 24% em 2016”, sublinha Castro Henriques, que louva a capacidade de adaptação e internacionalização demonstrada mas deixa o alerta: apesar do crescimento registado, as empresas com perfil exportador representam apenas 6,2% das sociedades não financeiras.

Potenciar laços
De entre os quatro países em destaque nesta edição, Espanha e Angola emergem como aqueles que maiores laços têm com Portugal. Jorge Rocha de Matos apresenta a margem de progressão, a proximidade dos mercados e a continuidade do território, como fatores a ter em conta na abordagem ao mercado espanhol. “As empresas portuguesas deverão considerar Espanha como um mercado natural e pertinente, mas com abordagens específicas, inerentes a cada uma das regiões”, refere o presidente da Fundação AIP. Em relação a Angola – país em que Portugal detém 18% do share das importações -, o responsável lembra que se trata de um país que já esteve no Top 5 das exportações nacionais e que, depois da crise dos últimos anos, começa a dar sinais de recuperação. “Nesta equação também conta o facto de se terem verificado no último ano alterações político-institucionais muito importantes e associado a isso, também existirem perspetivas de resolução de várias situações pendentes com empresas portuguesas”, reforçou Rocha de Matos, para quem as empresas portuguesas têm de fazer parte das soluções para Angola diversificar a sua economia, justificando-se assim abordagens que conjuguem exportação e investimento.

Exportar melhor
Maior aposta nos clusters, na inovação e nos desafios colocados pela transformação digital. Para Rocha de Matos é este o caminho a seguir para as empresas nacionais não exportarem apenas mais, mas melhor. “Todos estes desafios passam por um trabalho conjunto e pela criação de espaços de cooperação estratégica entre as empresas, os centros de saber e o governo e suas instituições autónomas”, refere Rocha de Matos.
Por seu turno, Luís Castro Henriques sublinha a importância da exportação online, como fator diferenciador das empresas portuguesas no mercado global. “O crescimento do e-commerce será uma das principais tendências a marcar os próximos 10 anos e deve ser uma prioridade para as empresas que se querem afirmar internacionalmente, especialmente as PME”, afirma o presidente da AICEP, para quem as empresas devem encarar o e-commerce como uma evolução necessária, mais do que como uma alternativa ao comércio tradicional.

 

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