Portugal Exportador

Modelo de negócio tradicional tem de ser complementado

13ª Edição do Portugal Exportador, a decorrer durante o dia de hoje no Centro de Congressos de Lisboa 
Filomena Marques

( Filipa Bernardo/ Global Imagens )
13ª Edição do Portugal Exportador, a decorrer durante o dia de hoje no Centro de Congressos de Lisboa Filomena Marques ( Filipa Bernardo/ Global Imagens )

O eCommerce esteve em destaque na 13ª edição do Portugal Exportador, que decorreu na quarta-feora, dia 14, no Centro de Congressos de Lisboa.

Para Filomena Marques, CEO da M&G Consulting, o eCommerce é uma ferramenta fundamental para entrar no mercado da exportação.

Sendo Portugal um país pequeno, com um mercado interno limitado, que tipo de oportunidade representa o eCommerce?

O eCommerce é hoje, para Portugal, uma das maiores formas de alcance do mercado internacional, pela utilização dos market places existentes. É a forma de colocarmos os nossos produtos nos mercados internacionais. Mas há que ter em atenção as equipas que são necessárias em termos de produção de conteúdos, de suporte digital e de colocação dos produtos nesses mercados.

E as empresas portuguesas estão preparadas?

As empresas portuguesas estão agora mentalmente mais preparadas para este desafio. Percebem o conceito de marketing digital, a necessidade da tecnologia, compreendem o conceito de influencers e de market place… Já a nossa rede de distribuição precisa de ser melhorada, porque não basta a colocação do produto, também é necessário que chegue ao destino final. Os custos associados não só ao digital como à logística continuam elevados.

E o que falta ao mercado português para abraçar definitivamente o eCommerce? A chegada da Amazon poderia ser um potenciador?

Provavelmente a Amazon faria toda a diferença. Nos Estados Unidos representa um dos maiores focos de venda e já existem muitos produtos portugueses que estão a ser vendidos nos Estados Unidos, através de empresas canadianas e norte-americanas, na Amazon. Mas o grande salto será dado com a confiança dos empresários. Neste momento está a ser feito o investimento, mas ainda não se compreende muito bem o impacto. É necessário ver alguns resultados da utilização do eCommerce, perceber que é preciso investimento até existir de facto resultado, e compreender que o mercado nacional não tem espaço para mais: o modelo tradicional tem de ser complementado com outros.

Que conselhos deixaria às empresas portuguesas que ainda não começaram a apostar no eCommerce?

Primeiro que façam uma boa análise do negócio, que percebam quais os mercados a atingir – a estratégia é fundamental, sem ela qualquer investimento tecnológico não faz sentido – e depois que apostem numa equipa técnica e tecnológica adequada. Não basta subcontratar tudo, é preciso compreender dentro de casa como se vão fazer as coisas, quais os custos associados, olhar para os produtos e ver quais as alterações necessárias para que tenham sucesso no digital e no eCommerce.

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