crédito à habitação

Como reduzir a prestação da casa com seguros ou PPR

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Simulação do ComparaJá.pt para crédito de 150 mil euros mostra poupança entre 54 e 232 euros com seguro ou PPR associados

Quando a Joana e o Rui decidiram comprar casa seguiram o exemplo de muitos portugueses: fizeram uma simulação em vários bancos e optaram pela opção que lhes garantia um spread mais baixo. No entanto, ganharam uma benesse inesperada, como a Joana tinha o ordenado domiciliado naquele banco, viu a prestação mensal cair.
Não é caso único. Nem o da Joana nem o do banco que escolheu. Em Portugal, vários bancos aconselham a contratação de produtos extra-crédito que permitem reduzir a prestação a pagar ao final do mês.

“Saber olhar para além do spread para poupar é fundamental e, perante spreads não tão competitivos, é difícil não ficar tentado a aceitar a venda associada para diminuir o custo do crédito”, lembra Sérgio Pereira, diretor-geral do ComparaJá.pt.

A plataforma de produtos financeiros fez as contas: Um casal de 30 anos, com um financiamento de 150 mil euros, a pagar durante 30 anos, indexado a uma Euribor a 12 meses, pode poupar até um máximo de 232 euros por mês caso aceite contratar produtos alternativos ao crédito na instituição que lhes atribui o empréstimo. Em causa estão ferramentas como a domiciliação do ordenado, cartão de crédito e débito, contratação de um seguro de vida ou multirriscos para a casa, assim como serviços de débito direto, Produtos Poupança Reforma ou serviços de homebanking.

O mercado de crédito em Portugal é dominado por seis instituições – Caixa Geral de Depósitos; BPI; Millennium BCP; Santander Totta; Novo Banco e Bankinter – que respondem por mais de 80% dos financiamentos atribuídos em Portugal. Regra geral, são também as que “oferecem spreads mais baixos”.

Foi para estes grandes emprestadores que o ComparaJá.pt olhou e, no global, a conclusão mostra que associar produtos ao crédito permite uma redução média entre 1% e 2% no valor a pagar ao final do mês.
Para os 150 mil euros desta simulação, a maior diferença chega do Santander Totta. O banco pede 726,54 euros por mês, com base num spread de 4,2%, uma taxa pouca praticada em Portugal. Com produtos associados a fatura cai para 494,26 euros, e o pread desce para 1,25%. No final das contas a diferença é de 232,28 euros. Logo atrás vem o Millenium BCP que, para o mesmo crédito, oferece uma poupança de 124,88 euros se forem associados produtos a este crédito. A diferença mais pequena chega do Novo Banco. No antigo BES, a prestação de 613,95 euros encolhe para 559,69 euros, uma diferença de pouco mais de 54 euros.

Simulação do ComparaJá para crédito de 150 mil euros, a 30 anos, Euribor 12 meses

Simulação do ComparaJá para crédito de 150 mil euros, a 30 anos, Euribor 12 meses

A taxa de juro implícita no crédito à habitação desceu de 1,038% em outubro para 1,032% em novembro, com a prestação média paga em Portugal a manter-se nos 237 euros, mostra o Instituto Nacional de Estatística (INE). O valor médio de avaliação bancária na habitação para o total do país aumentou dez euros em novembro, fixando-se em 1091 euros por metro quadrado. Isto significa que uma casa de 100 metros quadrados vale, em média, 109 mil euros.

Este valor aproxima-se também da média de financiamento pedido aos bancos. É que em 2015, foram concedidos 3,9 mil milhões de euros para a compra de casa, tendo sido assinados 43.041 novos contratos, mostra o último Relatório de acompanhamento dos mercados bancários de retalho, do Banco de Portugal.

Os produtos que se podem associar variam de banco para banco, mas por lei não podem ser obrigatórios. São, por isso, uma ferramenta opcional que cada pessoa deve considerar para o seu caso específico. “É importante sublinhar que a promulgação do Decreto-Lei nº 222/2009, veio estabelecer a possibilidade de o cliente poder trocar de seguradora em qualquer período da vigência do contrato”, detalha Sérgio Pereira, lembrando que o seguro de vida deixou de ser um vínculo permanente, como acontecia há alguns anos, “podendo os clientes optar pela contratação de seguro de vida junto da empresa de seguros da sua preferência”.

Em novembro, o Banco de Portugal registou 535 milhões de euros de novos empréstimos para a compra de casa. O número de novos empréstimos está a subir há cinco meses consecutivos e no acumulado entre janeiro a novembro somava já 5,16 mil milhões de euros, o valor mais elevado desde 2011 e que confirma uma tendência de retoma dos créditos, depois de uma desalavancagem das famílias durante o período da troika e do fecho da torneira do crédito. A “recuperação do mercado imobiliário nos últimos dois anos tem sido suportada pela maior abertura dos bancos para conceder crédito”, refere Sérgio Pereira.

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