Poupança para a Vida

A idade de arriscar

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Nuno Santos, CEO da Optimize Investment Partners, sugere carteira de investimento para quem tem hoje entre 25 e 40 anos .

Saber à partida quais são os objetivos para uma determinada poupança e ter em consideração os custos mensais existentes são dois elementos a ter em conta antes de optar por determinado instrumento de poupança ou investimento.

“Há vários produtos de poupança adequados para esta fase da vida. A escolha dependerá dos objetivos, e/ou horizonte temporal de investimento, bem como do nível de rentabilidade/risco que se pretenda”, diz Nuno Santos, CEO da Optimize Investment Partners.

Os fundos PPR são uma alternativa interessante quando o objetivo é constituir uma poupança de médio ou longo prazo e com um nível de rentabilidade/risco intermédio, já que têm uma fiscalidade mais favorável. “Os rendimentos obtidos num fundo PPR são tributados em apenas 21,5% ao invés dos 28% da maioria das aplicações financeiras. No caso de o aforrador deter o investimento por mais de cinco anos, a taxa de retenção de IRS baixa para 17,2% e, caso mantenha o PPR mais de oito anos, a taxa reduz-se ainda mais, para 8,6%!”. E lembra ainda que os fundos PPR podem ser resgatados a qualquer momento e, além disso, são investimentos diversificados, com uma componente de obrigações e outra de ações.

Não é fácil definir uma carteira de investimento adequada a todos os jovens aforradores. Ainda assim, Nuno Santos apresenta uma estratégia padrão: “Aquela percentagem da poupança que já sabemos vir a necessitar a curto prazo (seis meses), deve ser aplicada em produtos com risco reduzido ou de rendimento garantido. A alternativa poderá ser um fundo mais vocacionado para o curto prazo ou de menor risco.” O restante capital deverá ser dividido entre fundos de obrigações e fundos de ações que, por definição, já são suficientemente diversificados. “Para a percentagem da poupança que pretendemos alocar ao nosso futuro complemento de reforma, os fundos PPR são os produtos mais adequados. Apenas como exemplo: 20% em produtos de rendimento garantido, 30% em fundos de obrigações, 30% em fundo de ações e 20% em fundos PPR.”

Esta também é uma fase da vida em que a aposta pode ser feita em produtos de maior risco, sobretudo quando em causa está a componente de poupança que não será necessária no imediato. “Se o horizonte de investimento é longo, existe tempo para recuperar de um eventual período negativo no início do investimento. Os fundos de ações ou com maior componente de ações têm um rendimento potencial superior a médio/longo prazo. Os fundos de investimento flexíveis, porque se adaptam aos diferentes ciclos de mercado, também são uma boa alternativa”, explica.

Acima de tudo, é necessário ter presente os objetivos a que se destina a poupança. “Para a reforma, os fundos PPR são os mais adequados. Para um objetivo a médio ou longo prazo, uma viagem ou compra mais onerosa devemos privilegiar sobretudo fundos de ações ou fundos flexíveis, pois permitem obter rendimentos mais elevados nesse horizonte de investimento”. SAIBA MAIS

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