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Deco ajuda famílias a gerir melhor o orçamento

"Para onde vai o meu dinheiro?" Esta é uma pergunta comum entre os que recorrem ao Gabinete de Proteção Financeira da Deco.

A expressão popular “sobra mês no fim do salário” adapta-se como uma luva a muitas das pessoas que recorrem ao Gabinete de Proteção Financeira da DECO. Ao contrário do que sucede com o GAS, este gabinete é procurado por quem não tem dívidas ou créditos em atraso, mas tem dificuldade em “aguentar” até que chegue o novo ordenado.

Para chegar a uma resposta sobre como conseguir sobreviver até ao fim do mês ou saber melhor para onde vai o dinheiro, o primeiro passo é analisar o peso das várias despesas.

Em média, estas pessoas gastam 18,6% na alimentação, quase 11 em serviços públicos essenciais (água, luz e gás). Porque a maior parcela do seu rendimento é consumida no crédito da casa, em alguns crédito ao consumo e no cartão de crédito.

E a parcela reservada para a casa, afirma Natália Nunes, coordenadora deste GPF, só não é maior porque as prestações estão a beneficiar dos valores historicamente baixos das Euribor. “Se voltássemos às prestações que tivemos em 2007 e 2008, muitas destas pessoas deixavam de ter dinheiro para pagar a casa”, afirma sem qualquer hesitação.

a agravar esta questão está o facto de neste período o rendimento médio das famílias ter ficado mais magro. Por regra, as pessoas que pedem ajuda à DECO contam com um rendimento mensal de 1070 euros – dois salários mínimos nacionais. “São pessoas que já ganharam mais mas que agora trabalham e recebem o salário mínimo nacional. è muito difícil gerir um orçamento assim”, refere Natália Nunes, acentuando que muitos cortam na comida e nas despesas de saúde para não deixarem para trás as contas certas e permanentes.

O GPF tem por objetivo reforçar a formação financeira ao consumidor por se considerar que este é o único caminho para conduzir as famílias a uma compreensão mais clara dos diferentes produtos financeiros.

 

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