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Fim das notas de 500 euros. O que fazer com elas?

Banco Central Europeu (BCE) decidiu acabar com a produção, mas as notas de 500 euros continuarão a poder ser utilizadas como meio de pagamento

O Banco Central Europeu (BCE) anunciou esta semana a morte lenta das notas de 500 euros. Está previsto que a emissão da nota termine antes do final de 2018 mas, de acordo com Marina Moreira, as notas continuarão a poder ser utilizadas como meio de pagamento e manterão sempre o seu valor.

Em entrevista ao Dinheiro Vivo, a formadora do Instituto de Formação Bancária explica como se irá processar o fim das notas de 500 euros, qual a melhor forma para detetar, a olho nu, se uma nota é verdadeira ou não, além de aconselhar o que se deve fazer caso haja suspeitas sobre a autenticidade da nota.

É certo que o fim da impressão/emissão de notas só está marcado para o final de 2018. Mas o que podem e devem fazer os portugueses que têm ou possam vir a ter notas de 500 euros?

As notas de 500 euros continuarão a poder ser utilizadas como meio de pagamento e, tal como as restantes denominações de notas de euro, manterão sempre o seu valor, podendo também ser trocadas no Banco de Portugal e nos restantes bancos centrais nacionais do Eurosistema em qualquer altura.

Como se irá processar o fim das notas de 500 euros?

O Conselho do Banco Central Europeu (BCE) decidiu acabar com a produção da nota de 500 euros, pelo que já não haverá, na série “Europa” (a versão mais recente das notas euro), notas com este montante. Está previsto que a emissão da nota de 500 euros termine antes do final de 2018, altura em que, previsivelmente, entrarão em circulação as notas de 100 e 200 euros da série “Europa”. Foi garantido que o Eurosistema (constituído pelo BCE e pelos bancos centrais nacionais da área do euro) irá tomar medidas para assegurar que as restantes denominações estejam disponíveis em quantidade suficiente.

Qual a melhor forma para detetar, a olho nu, se uma nota é verdadeira ou não?

A maior parte das adulterações de notas pode ser identificada ao comparar a nota suspeita com outra nota semelhante (mesmo valor e mesma série) que tenha a certeza de ser genuína, sendo suficiente que vá tocando, observando e inclinando as duas notas (metodologia “Tocar – Observar – Inclinar”).

Com o toque, é possível sentir o tipo e a qualidade de resistência do papel bem como diversos locais onde existe relevo. Na observação deve ter em consideração, entre outros aspetos, as diversas tonalidades das notas e verificar, à transparência, a marca de água e do filete de segurança. Nas duas séries de notas euro existem elementos que mudam de cor e/ou imagem quando a nota é inclinada. Assim, ao comparar as duas notas, recomenda-se que verifique a existência e o comportamento dos elementos de segurança, procurando sobre­tudo identificar eventuais diferenças, devendo analisar vários elementos de segurança.

E o que se deve fazer caso haja suspeitas sobre a autenticidade da nota?

Caso receba uma nota que suspeite não ser verdadeira deve reter todos os dados relativos à pessoa que lhe entregou a nota bem como as circunstâncias em que essa transmissão ocorreu e, em seguida, dirigir-se à Polícia Judiciária, ao Banco de Portugal ou a qualquer instituição de crédito. Estas entidades estão aptas a avaliar a genuinidade da nota e, caso confirmem que não é genuína, estão legalmente obrigadas a retê-la. Todas as informações que possa prestar sobre a forma como recebeu essa nota são muito importantes para a investigação, repressão e prevenção futura deste tipo de crimes.

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