certificados aforro

Onde investir as poupanças em 2017?

Com os juros dos depósitos a prazo historicamente baixos os portugueses procuram alternativas mais rentáveis para as poupanças.

Numa altura em que os depósitos a prazo tradicionalmente oferecidos pelos bancos têm uma rentabilidade muito reduzida, com taxas de juro próximas de 0%, os investidores particulares cada vez mais procuram alternativas para aplicar as poupanças.

Os depósitos das famílias nos bancos portugueses registaram uma redução ligeira em novembro, prosseguindo a tendência que se verifica desde agosto, segundo os últimos dados do Banco Central Europeu (BCE). As estatísticas do banco central mostram que os portugueses tinham em depósitos nos bancos portugueses 142,2 mil milhões de euros, abaixo dos 143 mil milhões de euros de outubro. Apesar da maior parte deste valor estar em depósitos a prazo o valor tem registado uma diminuição, fruto também da constante queda das taxas de juro dos depósitos. Em outubro as taxas voltaram a baixar, segundo dados do Banco de Portugal, os últimos divulgados, pelo quarto mês seguido e para o novo mínimo histórico de 0,34%.

O comportamento das poupanças mostra que os portugueses cada vez mais procuram alternativas aos depósitos a prazo. Em novembro, segundo dados do CaixaBI, estavam investidos mais de 236 mil milhões de euros em certificados de poupança e o valor em gestão de certificados de Aforro especificamente fixava-se em 23,9 mil milhões de euros. Há várias opções à escolha, consoante o perfil de investidor, dos certificados de aforro às ações, passando pelos Planos Poupança e Reforma (PPR).

Depósitos a prazo
Apesar das taxas de juro historicamente baixas a Deco/Proteste identifica um depósito a prazo que garante 2,5% brutos ao ano, ou seja, 1,8% líquidos. Em causa está o depósito do Banco BNI Europa, que lançou em novembro um depósito a prazo pelo prazo de cinco anos, com um montante mínimo de investimento de mil euros. Segundo a Deco, segue-se o depósito a prazo do Banco Invest, que rende 0,84% de juro líquido.

Certificados do Tesouro
Este é um produto de poupança conservador, do Estado, mas que dá um retorno bruto mais elevado do que os depósitos a prazo. Os Certificados do Tesouro Poupança Mais, por exemplo, oferecem uma taxa de juro bruta de 1,25% e nos anos seguintes vai subindo até chegar aos 3,25% brutos. Estes consistem em títulos de dívida pública de médio e longo prazo, para particulares, com taxa fixa à qual podem acrescer prémios tendo em conta a evolução do PIB. Podem ser subscritos nos balcões dos CTT, bastando para isso abrir uma conta aforro. Para os especialistas da DECO o rendimento de 1,6% está garantido mas pode chegar aos 2% caso as previsões do PIB se concretizem. Até ao final de agosto foram aplicados 2,3 mil milhões de euros neste produto.

Obrigações do Tesouro de Rendimento Variável (OTRV)
Este ano foram lançadas três emissões deste novo produto de poupança do Estado, com juros pagos semestralmente, a que acresce o prémio, que pode chegar aos 2,2%, dependendo da série subscrita. O cupão semestral garante um mínimo de 1,4%, mesmo com Euribor negativa. Este instrumento de investimento pode ser comprado em bolsa mas aí o rendimento é mais baixo do que se tiver sido subscrito na altura do lançamento, já que depende da cotação. E o capital só está garantido se se mantiver até ao final do prazo, avisa a Deco/Proteste.

Certificados de Aforro
Já foi uma das galinhas dos ovos de ouro dos investidores mas o corte anunciado pelo Governo já a partir de janeiro reduz a rentabilidade. Na série B, por exemplo, a taxa de juro bruta cai de 3% para 2% e na série C de 2,75% para 0,75%. Já os títulos da série D apresentam um juro de 0,887%. O prémio de permanência é de 0,5% do início do 2º ano ao final do 5º e de 1% no início do 6º ano ao final do 10º, segundo a informação no site dos CTT. O IGCP, nos dados de novembro, revelou que o saldo de certificados de aforro caiu 15 milhões de euros.

Plano Poupança Reforma (PPR)
Esta modalidade de poupança enquadra-se para todos os perfis de investimento, mais conservador ou que aceite risco. Segundo a Deco, o Alves Ribeiro PPR, do Banco Invest, é o PPR que mais rentabilidade tem: 12% na média dos últimos três anos, mas tem risco associado. Também o Novo Banco PPR ou o Optimize PPR Ações permitem uma rentabilidade elevada mas sem garantia de retorno de capital. Do lado dos perfis conservadores, segundo o levantamento do Dinheiro Vivo na lista de PPR publicada pela Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) o destaque vai para o Leve Duo, da Fidelidade, com rentabilidade média de 6% nos últimos três anos. Atenção que os PPR já não têm os benefícios fiscais que tinham. É possível deduzir à coleta 20% do que foi aplicado, num limite máximo de 300 euros, a partir dos 55 anos, ou de 400 euros (até 35 anos). O valor entra na rubrica de despesas com imóveis, lares, saúde e educação, pelo que se tiver os referidos 400 euros nestas rubricas já não usufruirá de mais benefícios fiscais.

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