Coronavírus

Mais 157 infetados e três mortes por covid-19 em Portugal

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Fotografia: Laurent Gillieron/EPA

O boletim diário da Direção-geral da Saúde revela que Portugal regista mais três mortes e mais 157 infeções confirmadas nas últimas 24 horas. Aumentam assim para 53 825 o total de infetados e 1759 mortes registadas oficialmente desde o início da pandemia em Portugal.

As três vítimas mortais anunciadas estavam hospitalizadas na região de Lisboa e Vale do Tejo (LVT). As vítimas são todas homens, um na casa dos 60 aos 69 anos e os outros dois com mais de 80 anos.

A região da LVT voltou a superar a fasquia dos 60% do total de novos casos diários, com 63% do total de casos, com mais 99 casos (dos 157 totais) registados. Segue-se a região Norte 45 (29% do total), o Centro seis, o Alentejo 3 e o Algarve e Açores dois novos casos cada.

O boletim regista ainda mais oito pessoas internadas durante o dia de domingo – são agora 374 -, no entanto, há menos quatro nos Cuidados Intensivos – são 29.

Recuperaram este domingo da doença mais 89 pessoas, sendo já 38 600 os recuperados desde o início da pandemia. Existem registados neste momento em Portugal 12484 casos ativos com a covid-19.

O boletim completo está aqui.

boletim jgg

Apenas 2,9% da população tem anticorpos ao vírus ao coronavírus

A percentagem da população portuguesa com anticorpos (seroprevalência) ao coronavírus SARS-Cov-2 é estimada em 2,9%, um valor inferior ao necessário para alcançar uma potencial imunidade de grupo, revelam os resultados preliminares do Inquérito Serológico Nacional Covid-19 hoje divulgados.

Os resultados do primeiro Inquérito Serológico Nacional Covid-19 concluem que “Portugal regista uma seroprevalência global de 2,9% de infeção pelo novo coronavírus na sua população [perto de 300.000 pessoas], não tendo sido encontradas diferenças significativas entre regiões e grupos etários, refere em comunicado o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), promotor do estudo.

A seroprevalência foi mais elevada nas pessoas que relataram ter tido um contacto prévio com um caso suspeito ou confirmado de covid-19 (22,3% versus 2,0%) e naqueles com sintomatologia compatível com a doença – febre, arrepios, astenia, odinofagia, tosse, dispneia, cefaleias, náuseas/vómitos e diarreia – (6,5% contra 2,0%).

Cerca de 44% das pessoas com anticorpos específicos contra o novo coronavírus não referiram qualquer sintoma anterior de covid-19.

As conclusões apontam que as diferenças entre a percentagem da população com anticorpos à covid-19 e o número de casos de infeção reportados se devem à dificuldade dos sistemas de vigilância em captarem casos ligeiros ou assintomáticos da doença.

O inquérito teve como objetivo “caracterizar a distribuição dos anticorpos específicos contra SARS-CoV-2”, determinar a extensão da infeção na população residente em Portugal, determinar e comparar a seroprevalência por grupo etário e por Região de Saúde e a fração de infeções assintomáticas.

Relativamente à distribuição por sexo, o estudo indica que a seroprevalência estimada foi mais elevada nos homens (4,1%) do que nas mulheres (1,8%).

Analisando as idades, verificaram-se valores semelhantes para os grupos etários em estudo, variando entre 2,2% (dos 10 aos 19 anos) e 3,2% (dos 40 aos 59 anos).

Entre as diferentes Regiões de Saúde, a percentagem da população com anticorpos ao SARS-Cov-2, que causa a doença covid-19, variou entre 1,2% no Alentejo e 3,5% em Lisboa e Vale do Tejo, “embora sem significância estatística”.

Por nível de escolaridade observaram-se “diferenças estatisticamente significativas” entre os valores de seroprevalência estimados, que se revelou mais elevado nas pessoas que completaram o ensino secundário (6,4%) e mais baixo nos que concluíram o ensino superior (1,4%).

Para a coordenadora do inquérito, Ana Paula Rodrigues, os resultados encontrados “aconselham a manutenção das recomendações de proteção individual e coletiva para todos os indivíduos, independentemente do respetivo nível de anticorpos específicos contra SARS-CoV-2”.

Mostram também “a necessidade de monitorizar a evolução da seroprevalência destes anticorpos na população, de acordo com a evolução da epidemia em Portugal”, afirma Ana Paula Rodrigues citada no comunicado.

O trabalho de campo do inquérito decorreu entre 21 de maio e 08 de julho, tendo sido recrutados 2.301 participantes, com idade superior a um ano, distribuídos por todas as regiões de saúde do continente, Açores e Madeira.

Os resultados revelam também uma seroprevalência global de acordo com valores obtidos noutros estudos seroepidemiológicos de base populacional e âmbito nacional realizados noutros países, acrescenta.

Os testes foram feitos em 96 laboratórios de análises clínicas 18 hospitais do Serviço Nacional de Saúde parceiros no Inquérito serológico Nacional.

Os sintomas do novo coronavírus:

Coronavírus - sintomas

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