Investimento

Seedrs quer atrair investidores com novo mercado secundário para startups

"As oportunidades potenciais que este mercado secundário oferece, tanto a investidores como a empresas, torna-o numa ferramenta incrível"

A Seedrs anunciou esta segunda-feira a criação de um mercado secundário para que as ações das empresas financiadas pela plataforma possam ser negociadas pelos investidores.

A maior plataforma europeia de equity crowdfunding, cofundada pelo português Carlos Silva, explica em comunicado que a ferramenta vai estar disponível já a partir do verão e tem como objetivo permitir que os investidores comprem e vendam ações das empresas inseridas na plataforma, de forma atrair mais capital.

Segundo a Seedrs, “até agora, os investidores tinham muita dificuldade em negociar as ações de empresas financiadas através de campanhas na Seedrs, tendo que esperar por um possível IPO (entrada em bolsa) ou venda da empresa”.

A plataforma sublinha que a ferramenta tem os investidores como público-alvo, mas também terá “vantagens significativas para as empresas” que assim “deixam de estar pressionadas para dar uma porta de saída para os investidores, uma vez que estes passam a ter uma alternativa de liquidez”, pode ler-se no comunicado.

Citado na nota, o CEO da Seedresm Jeff Lynn, destaca que “as oportunidades potenciais que este mercado secundário oferece, tanto a investidores como a empresas, torna-o numa ferramenta incrível”.

Numa fase inicial a ferramenta vai ser lançada em formato beta, e terá algumas regras. Em primeiro lugar, o mercado estará aberto para negociação durante uma semana por mês.

As ações serão negociadas por aquilo que a Seedrs considera um “valor justo”, atribuído com base na política de avaliação validada pela EY.

Outra regra determina que apenas os investidores atuais de uma determinada empresa poderão comprar ações dessa empresa, sendo que algumas companhias poderão ser inelegíveis para negociar em certos momentos.

A evolução da ferramenta vai determinar se no futuro haverá alterações no período de negociação, no preço e na elegibilidade das empresas.

A plataforma conclui o anúncio com um aviso aos investidores: estes “devem estar conscientes que um mercado secundário para ações de empresas privadas tem apresentado historicamente pouca liquidez”.

Como tal, “poderá ser difícil encontrar um comprador ou um vendedor e os investidores não devem assumir que haverá uma porta de saída para as empresas só porque existe um mercado secundário”, destaca.

Em 2016 foram financiadas através da Seedrs quase 160 campanhas por investidores de 65 países.

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