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As três maiores empresas nacionais

Hipermercado Continente

As três maiores empresas nacionais não são uma surpresa. A Petrogal mantém a liderença de pedra e cal, tal como os gigantes da distribuição.

Petrogal

De pedra e cal como a maior empresa nacional

A Petrogal, empresa do grupo Galp Energia dedicada à produção de produtos petrolíferos refinados, mantém segura a sua posição de maior empresa nacional, distinção que mantém há vários anos. A companhia registou um volume de negócios de 8,5 mil milhões de euros em 2015, ainda que este valor representasse um decréscimo de 12,4% face ao ano transato. Ainda assim, esta quebra não provocou qualquer alteração ao ranking, até porque a segunda classificada, a Pingo Doce, está num patamar bem inferior, de cerca de 3,6 mil milhões de euros de vendas.

Contudo, a este propósito, Pedro Marques Pereira, porta-voz da empresa explica-nos que “a importância do volume de negócios enquanto barómetro da atividade no setor dos produtos petrolíferos é relativa, uma vez que depende mais da evolução da cotação dos produtos do que das quantidades vendidas”. No caso da Petrogal, apesar da quebra no valor das vendas, 2015 foi um ano positivo ao nível dos resultados em virtude da elevada eficiência operacional e da recuperação da economia, com evidente impacto na procura de produtos e serviços, beneficiando ainda de uma infraestrutura produtiva tecnologicamente avançada e competitiva.

Os últimos anos para a Petrogal têm sido de enormes transformações em todas as fases da cadeia de valor do setor energético, sendo que a tendência é para que esta transformação acelere. “No caso da refinação, observa-se o reforço da concorrência motivada pelo aumento da capacidade de refinação no Médio Oriente e na Rússia, além da crescente exigência na especificação de produtos e na sustentabilidade. A volatilidade das commodities no mercado internacional, e em particular na Europa, tem sido igualmente um grande desafio para o setor”, esclarece a mesma fonte.

A Petrogal está inserida no maior grupo nacional de energia, a Galp Energia. É o único grupo nacional que integra produtos petrolíferos e gás natural de Portugal, com atividades que se estendem desde a exploração e produção de petróleo e gás natural, à refinação e distribuição de produtos petrolíferos, à distribuição e venda de gás natural e à geração de energia elétrica. Regista um volume de negócios consolidado de cerca de 15,5 mil milhões de euros, empresa perto de 7 mil trabalhadores e atingiu um resultado liquido de 639 milhões de euros no ultimo exercício. As atividades de refinação e distribuição prosseguidas pela Petrogal representaram aproximadamente metade dos resultados operacionais da Galp em 2015, tendo nessa fatia uma forte componente ligada às atividades internacionais.

Em 2015, a Petrogal conseguiu ainda aumentar a sua rendibilidade económica em 4,7% e a sua rendibilidade financeira em 32%, acréscimos explicados pelo “contexto de preços de petróleo baixos”, o que beneficia geralmente as empresas que atuam nas fases de transformação intermédia (refinação e distribuição) como é o caso da Petrogal, em detrimento das que atuam mais a montante da cadeia de valo. Isto porque a diminuição do preço do petróleo representa uma redução da fatura energética das refinarias e porque a diminuição do preço dos combustíveis estimula a procura dos produtos finais, não apenas em Portugal, mas em mercados importantes de exportações para a Galp, como os Estados Unidos ou a Europa. Durante o ano passado as quantidades de produtos exportadas aumentaram 37% em relação ao ano anterior, beneficiando da dinâmica de mercados europeu e americano. Em todo o caso, devido à quebra das cotações, observa-se uma diminuição em valor, continuando, no entanto, a representar cerca de 7% do total das exportações nacionais.

Pingo Doce

Volume de negócioscresceu 5,2%

A cadeia de lojas de distribuição Pingo Doce situa-se na segunda posição do ranking das maiores empresas nacionais, ao registar um volume de negócios de 3,62 mil milhões de euros em 2015. Este valor representou um acréscimo de 5,2% face ao ano transato, reforçando assim a sua posição neste ranking. A empresa investiu cerca de 1,3 mil milhões de euros e reforçou a sua massa salarial em 7,68%, atingindo um número total de 23.815 trabalhadores. Com cerca de 400 lojas próprias, e perto de 500 mil metros quadros de áreas de vendas, as marcas próprias da cadeia representam cerca de 35% das vendas totais das lojas. Por aqui se vê o peso e reconhecimento que esta insígnia já detém no mercado nacional.

A Pingo Doce é detida pelo grupo Jerónimo Martins, cotado em bolsa, que, 2015, registou um volume de negócios consolidado de 13,7 mil milhões de euros, atingindo um EBITDA de 800 milhões de euros. O grupo está presente em três áreas de atividade: a distribuição, a indústria e os serviços, e emprega quase 90 mil colaboradores. Na grande distribuição detém insígnias como a Pingo Doce, a Recheio, a Biedronka, na Polónia, e a Ara, na Colômbia, num total de quase 3.600 lojas em todo o mundo. Já na indústria detém uma parceria com a Unilever e é dona do Azeite Gallo, a terceira maior marca mundial de azeites com presença em 47 países.

Modelo Continente

Mais de 500 lojas de diferentes formatos

E, em terceira posição deste ranking surge uma outra empresa no setor da distribuição alimentar: a Modelo Continente, insígnia do gigante nacional Sonae, fundado pelo empresário Belmiro de Azevedo. Hoje, a Modelo Continente fatura cerca de 3,4 milhões de euros, e é a segunda maior cadeia de distribuição nacional, logo após a Pingo Doce. Cresceu, em 2015, cerca de 1,44% e exportou cerca de 8,6 milhões de euros. Empregava, em 2015 cerca de 22.200 mil funcionários no país tendo criado 157 novos postos de trabalho durante o ano passado. Ao todo, tem mais de 500 lojas de diferentes formatos – os Continente, os Continente Modelo e os Continente Bom Dia, ao que ainda adiciona a rede Meu Super – num total de 685 metros quadrados de espaços de vendas.

Segundo fonte oficial da empresa, a Sonae MC, a área de retalho alimentar do grupo, registou um desempenho crescente ao longo de 2015, tendo reforçado a sua presença no mercado com 11 novas lojas Continente Bom Dia e duas Continente Modelo. Já nos primeiros nove meses de 2016, registou um crescimento de 5,3% no seu volume de negócios, atingindo os 2,7 mil milhões de euros, tendo o terceiro trimestre registado um crescimento de 8,4%, acelerando a tendência de crescimento. Neste período abriu 14 novos Continente Bom Dia e 54 lojas Meu Super. ;

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