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ASBW. Mão de obra que alimenta exportações

Foto: DR
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A criação de mais de 40 postos de trabalho valeu à ASBW a posição de líder na categoria Geração de Emprego entre as PME que integram o ranking

Embora Portugal tenha mantido uma posição de neutralidade durante a II Guerra Mundial, foi nesse clima de instabilidade internacional que foi fundada, em 1940, a empresa que daria origem à ASBW – Metais & Metais. Começou como Alberto da Silva Barbosa & Filhos ainda numa perspetiva mais comercial, enveredando pelo caminho da produção industrial uma década mais tarde, a meio do século XX.

Desde aí, dedicou-se ao fabrico de lingotes e barras de metal não ferroso, apostando em novas áreas de negócio e na modernização da maquinaria, dos processos e das instalações. Mas, como milhares de outras empresas, a volatilidade dos mercados e a exposição excessiva ao preço dos materiais em bruto levou a que, em 2013, a empresa familiar declarasse falência e entrasse em processo de insolvência.

Dois anos mais tarde, a entrada da Atena Equity Partners em cena permitiu a fundação de uma nova entidade, a atual ASBW – que, na verdade, continua a manter o nome original com as iniciais de Alberto da Silva Barbosa -, que absorveu as licenças, fábrica e maquinaria da anterior designação. É nesta fase que a empresa ganha gás e coloca mãos ao trabalho, passando de apenas três funcionários para 46, em 2016, um impressionante aumento de 1433%.

A criação de mais de 40 postos de trabalho valeu-lhe a posição de líder na categoria Geração de Emprego entre as PME que integram o ranking elaborado pela Iberinform. “O aumento do numero de postos de trabalho prende-se essencialmente com o aumento da atividade de exportação, com especial enfoque no mercado alemão”, explica à Dinheiro Vivo António Silva, CFO da empresa de Santa Maria da Feira.

Além da Alemanha, a ASBW exporta produção para vários outros países, nomeadamente Espanha, França, Holanda, Reino Unido ou China, apenas para citar alguns. Em 2015, a taxa de exportação chegava quase aos 17% (cerca de 1,8 milhões de euros) e no ano seguinte atingia os 34% (7,4 milhões de euros), mas o CFO garante que as vendas ao exterior “representam atualmente mais de 50% da atividade”.

Um mundo para explorar

Com uma capacidade de produção instalada na ordem das 40 mil toneladas por ano, a empresa cujo volume de negócios atingiu os 21 milhões de euros (mais 10 milhões em comparação com 2015) tem ainda muito por onde crescer. A “consolidação da estratégia de crescimento no mercado internacional” faz já parte dos planos para os próximos anos, embora os objetivos não se esgotem aqui.

António Silva explica que, além do “forte investimento ao nível da reestruturação do setor da fundição”, a ASBW está “focada na obtenção de patamares de excelência ao nível da eficiência energética” que marcará, certamente, a próxima fase da já longa vida da empresa.

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