Macron, Pécresse e a Cavaleira que diz "Ni!"

É a filha primogénita da Igreja desde o batismo de Clóvis. Teve Carlos Magno por Rei, bem como seus sucessores, até à dinastia dos Capeto. Foi o coração espiritual e cultural da Europa, berço das cruzadas, da literatura provençal, do ideal cavalheiresco e do amor cortês. Venceu a Guerra dos 100 anos contra a Inglaterra, despojando-a dos seus territórios continentais. Manteve-se católica até alinhar com os protestantes, contra o sacro-império dos Habsburgo. Saiu reforçada do Tratado de Vestfália, assim premiando o legado estratégico de Sua Eminência, o Cardeal Richelieu. Fundou o iluminismo e tornou-se a bússola ideológica desta catadupa de revoluções que tem sido a modernidade. Gerou também o primeiro dos filhos tirânicos da revolução, o mesmo que fez Beethoven corar de remorso, obrigando-o a mudar o título da 3ª sinfonia, de Bonaparte para Eroica. Por fim, expandiu-se num dos maiores impérios coloniais da história, o qual só começou a ruir após a metrópole ter sido palco de duas guerras mundiais.

Antes motor sozinho que travão mal-acompanhado

Sabemos mais dos males de Boris Johnson pela imprensa portuguesa que pela inglesa. Regra geral, isso deveria significar apenas que a primeira está a dizer as verdades que a segunda oculta. Mas, toda a regra tem exceção. Sobretudo, quando em causa não está a República das Bananas, mas Inglaterra, onde existe uma tradição de liberdade incomparavelmente maior que na maioria dos países continentais, incluindo o de Salazar, Cavaco, Sócrates, Costa e afins.

Odores de um futuro próximo

A pandemia serviu de catalisador para a economia do futuro. Aquela em que supostamente viveremos de 2030 em diante; mas que, aqui e ali, já nos tem dado a sentir o seu cheirinho. Na Alemanha, o mercado da economia partilhada ultrapassa os €20 B. Enquanto isso, ter casa própria cada vez mais se tornou um luxo, já que o preço por metro quadrado não tem parado de aumentar, inversamente aos salários reais. Quanto à despesa do Estado, desde os anos 90 que tem escalado vertiginosamente.

De peru a frango de aviário

Para tudo e preparem o peru. É hora de dar graças. Não para nós, nem para a maior parte do mundo, mas para os americanos que, chegada a 4ª quinta-feira de novembro, festejam anualmente um dos eventos mais emblemáticos da sua fundação, o Thanksgiving. Tudo começou em 1621, quando os colonos ingleses de Plymouth (Massachusetts) resolveram dedicar três dias de oração e jejum para agradecer a Deus um outono repleto de boas colheitas. Conta-se, entretanto, que a tribo nativa dos Wampanoag também se juntou à festa, contribuindo com iguarias locais - peixe, enguia, marisco e cerveja. Num ambiente de concórdia, todos desfrutaram daquele momento, colonos e nativos, ratificando um acordo de paz que só viria a ser quebrado na Guerra do Rei Filipe (1675-76).

Vira o disco e toca o mesmo

Já foi um país de formidável progresso. Entre 1880 e 1916 a economia argentina multiplicou-se por nove, enquanto a população triplicava. Produzindo e exportando sobretudo lã, linho, cereais e carne, a nação crescia a uma taxa anual de 6% e um PIB per capita de 3%. Motivo pelo qual era considerada os EUA da América do Sul. Aliás, com a razão acrescida de ter uma Constituição, aprovada em 1853, que atribuía ao Supremo Tribunal funções de contrapoder à imagem e semelhança do SCOTUS.

Alianças, acordos e desacordos

Desde os meados do século XX que o processo de globalização tem passado pela proliferação de acordos comerciais, económicos e monetários. O mais representativo tem sido, naturalmente, a UME - União Económica e Monetária da UE. Mas também podemos referir a EFTA, ou AECL (Associação Europeia do Comércio Livre), à qual Portugal pertenceu, inclusive fundou, em 1960, juntamente com a Suíça, Noruega, Reino Unido, Suécia, Dinamarca e Áustria. Na América do Norte foi também assinado o NAFTA, Tratado Norte-Americano de Livre-Comércio, em 1975, entre o México, o EUA e o Canadá; o qual já não está em vigor, tendo sido substituído pelo USMCA, nos finais da Administração Trump.

E quão perto se está dos EUA

Já se chamou La Florida, designação atribuída pelo explorador Ponce de Leão, por ostentar uma vegetação exuberante e floreada, sobretudo no tempo da Páscoa. Pertenceu à coroa espanhola até ser vendida aos americanos, sendo finalmente admitida como o 27º Estado dos EUA, em 1845. Mais concretamente, a transição teve por base o Tratado de Adams-Onís (1819), o qual resultou na aquisição dos territórios por 5 milhões de dólares, formalizada em 1821, na Plaza Ferdinand VII (Pensacola, FL).