João Tomaz

E que tal rever o fairplay financeiro?

O futebol não poderia ficar imune à covid e a UEFA sabe-o. A ausência de público afeta muito a captação de receitas de matchday (bilheteira, lugares anuais e corporate), merchandising (pelo peso das vendas em dias de jogo) e, porventura, de patrocínios (em função da redução da atividade económica global).
Faz por isso sentido que a UEFA altere as regras do fairplay financeiro, na medida em que a aplicação dos indicadores e rácios anteriormente usados tornar-se-ia inviável, designadamente pelo crescimento previsível do número de clubes em incumprimento. A extinção, porém, seria um erro: o fairplay financeiro induz boas práticas de gestão, impondo mecanismos de controlo que, de outra forma, dificilmente resistiriam à miopia do proto sucesso desportivo imediato.
Com a experiência de alguns anos e a pandemia por cima, talvez esta seja uma boa oportunidade para a UEFA rever as regras introduzidas em 2010.