Manuel Falcão

Em defesa do jornalismo de proximidade

O porta-voz oficial de governantes, políticos, personalidades públicas e um sem número de outras pessoas é o Twitter, a mais informativa das redes sociais. Por ali se vai sabendo o que se passa, aquela rede social é o local por excelência onde as notícias surgem em primeira mão e onde presidentes e governantes fazem declarações. E agora é também o local onde a informação de caráter local é estimulada: #FollowLocalJournalists é o hashtag da campanha que o Twitter lançou esta semana nos Estados Unidos para apelar aos seus utilizadores que façam isso mesmo.

Manuel Falcão

Quem é o maior anunciante do mundo?

Durante este ano que agora está a acabar a paisagem mediática tornou-se mais volátil. Os hábitos das pessoas alteraram-se de tal forma que fazer previsões é mais difícil que nunca. O que sabemos? - Em 2020, com a pandemia, a procura de informação cresceu, os critérios de avaliação de veracidade das notícias melhoraram. O confinamento produziu um aumento de consumo de televisão e de internet. Mesmo em Portugal os sites dos jornais de referência registaram aumento de assinaturas e de clientes dispostos a pagar. E o comércio electrónico disparou - em Portugal plataformas como o Clube Fashion, a Wook ou a Dott cresceram. E tornaram-se elas próprias anunciantes, saltando dos espaços digitais para a televisão, a imprensa e outros meios tradicionais.

Manuel Falcão

Anunciar nos "media" reforça a confiança nas marcas

Desde que me recordo, há um debate sobre benefícios e malefícios da publicidade nos órgãos de comunicação. Para mim a publicidade faz duplamente parte da informação: porque nos traz notícias de produtos e sua comercialização e também porque até agora a sua existência, e o dinheiro que colocam nas organizações de media, é a mais sólida garantia da independência da informação, da liberdade de opinião, do debate público e da ligação a comunidades locais que só uma imprensa livre pode proporcionar. As receitas da publicidade geram mais garantias de independência e de liberdade do que qualquer subsídio estatal ou benesse governamental. A melhor, mais livre e mais plural informação existe nos países onde há uma economia sólida em que as marcas comunicam com os consumidores através da publicidade - seja no papel, na rádio, na televisão, nos cartazes de rua ou no digital - aqui cada vez de forma mais relevante.