Investir na sustentabilidade ambiental

No ano que fica marcado pela maior quarentena da história da humanidade, a comunidade internacional procura ainda compreender o total impacto estrutural a nível do mundo como o conhecemos até 2020. Certo é que as exigências que poderá exigir à sociedade enquanto persistir deverão criar elevados desafios numa série de frentes, seja a nível da sociedade na forma como os países, instituições e cidadãos interagem entre si ou ao nível dos hábitos e costumes de cada indivíduo, seja ao nível das economias, na forma como a cadeia de produção irá sobreviver durante este período.

Jaime Quesado

A aposta numa Nation Brand

Numa sessão de partilha recentemente organizada o tema da Nation Brand foi objeto de uma discussão muito interessante. Como está a Nation Brand do nosso país? Neste tempo de crise pandémica a Nation Brand do nosso país no Mundo precisa de ser consolidada. Nunca como agora os talentos portugueses espalhados pelo mundo são tão fundamentais para mostrar que há um novo capital de competência estratégica de base nacional. Numa época de crise complexa, esta aposta nestes novos embaixadores é um sinal de confiança na competitividade portuguesa e na capacidade muito concreta de se alterar duma vez por todas o modelo de desenvolvimento económico para o futuro. O futuro de Portugal faz-se com os portugueses e é essa a mensagem central que importa deixar nestes tempos complexos. Por isso apostar numa verdadeira Nation Brand é um desafio tão importante.

Covid - A incompreensível falta de sensatez de um governo meio desnorteado

É absolutamente evidente a necessidade de comportamentos sociais que invertam a crescente tendência de contágio Covid. O distanciamento social, a utilização de máscaras e o reforço de medidas de limpeza e desinfeção são obviamente medidas que necessitam ser reforçadas de forma a garantirmos a defesa da saúde e da vida humana. Seria de esperar que num país informado o governo e as autoridades estivessem devidamente alinhados para de uma forma coerente garantirmos o cumprimento de comportamentos e ordem publica consentâneos com a travagem do contágio.

OE2021: Afinal, que Orçamento temos? 

Volvidas quase duas semanas após a apresentação da Proposta de Lei do Orçamento do Estado para 2021 (OE2021) na Assembleia da República e feitas as primeiras análises sobre o alcance das medidas propostas pelo Executivo, existe a sensação, pelo menos no setor empresarial, de que as expectativas anunciadas ficam, em certa medida, um pouco aquém do esperado. De facto, quando o Ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, anunciava, uns dias antes da apresentação do OE2021, que o mesmo iria conter medidas de natureza expansionista e que seria anticíclico, poder-se-ia ficar com a ideia de que iríamos ter um documento que continha várias medidas relevantes de estímulo à economia. No entanto, na perspetiva das empresas, as medidas acabaram por ser escassas.

Gonçalo Ribeiro Telles

Do cansaço de Biden renasce um Trump?

Há uma coisa que parece clara depois do debate desta madrugada. Sem o surgimento desta pandemia e a gestão desastrosa e errática de Donald Trump com custos humanos, sociais e económicos devastadores para os EUA, dificilmente Joe Biden teria chances de ganhar as eleições do próximo dia 3. Parece impensável, mas é a realidade. O partido democrata americano conseguiu escolher um candidato pouco enérgico e que às vezes chega mesmo a parecer perdido no meio do confronto político.

Economia e pandemia: o equilíbrio impossível

Nos últimos meses assistimos na União Europeia a uma tentativa falhada de procurar um equilíbrio que permitisse simultaneamente travar a pandemia e manter a economia em funcionamento, o que significa evitar o confinamento. Assim alguns países avançaram com formas de recolher obrigatório, imposição do uso de máscaras em recintos fechados, redução da capacidade de locais de convívio, como restaurantes, bares e discotecas, e dos parques desportivos. Ao mesmo tempo permitem que multidões partilhem transportes públicos apinhados, encham fábricas e escritórios pouco arejados, vivam em casas de pequenas com mais de 10 pessoas.