Rosália Amorim

Fechar mas "de forma inteligente" e com apoios

Faturação zero! É isso que significa um novo fecho para atividades como a restauração e o comércio não alimentar, admitido ontem pelo governo. Por isso, a Confederação Empresarial de Portugal (CIP) está fortemente preocupada, bem como outras confederações e associações representativas destes setores. António Saraiva, presidente da CIP, pede "um confinamento inteligente", desta vez. Sem suporte, ou seja, sem apoios do Estado, estas áreas de atividade mergulharão num estado de agonia ainda mais profundo - do qual nunca saíram verdadeiramente. Pior, depois de mais este fecho - ainda que possa ser limitado -, muitas destas micro, pequenas e médias empresas poderão nunca mais conseguir levantar-se. A crise económica e social irá não só agudizar-se nos próximos meses, como se antevê que venha a ser muito prolongada.