redes sociais

TikTok toma medidas de combate à desinformação antes das eleições dos EUA

TikTok
TikTok (Kon Karampelas/Unsplash)

No meio da polémica sobre a continuidade da app nos EUA, o TikTok apresentou medidas para combater a desinformação antes das eleições de novembro.

A aplicação de vídeos curtos TikTok está a tomar medidas para tentar minimizar possíveis casos de desinformação na plataforma, já a pensar nas eleições presidenciais dos Estados Unidos, em novembro. O anúncio é feito num momento em que a aplicação de vídeos está no centro de uma polémica, com o presidente dos Estados Unidos a querer banir o uso da app do país, alegando que esta representa um perigo de segurança nacional para os EUA.

De acordo com o comunicado do TikTok, publicado esta quarta-feira, com declarações de Vanessa Pappas, a diretora-geral da app para os Estados Unidos, um dos objetivos passa pela atualização das diretrizes comunitárias para evitar “conteúdos e contas que possam induzir em erro ou partilhar conteúdos perigosos ou enganador” na plataforma.

“Para reforçar estes esforços, estamos a anunciar três novas medidas para combater a desinformação e outros conteúdos que possam interferir nas eleições de 2020”, escreve o TikTok.

Além de rever as diretrizes para tornar mais claro aquilo que é permitido na aplicação, está ainda nos planos “alargar a parceria de fact-checking [verificação de factos] para ajudar a verificar a informação ligada às eleições e a acrescentar uma app para reportar casos de desinformação”.

Na mesma publicação, a empresa refere ainda está a trabalhar com especialistas, “incluindo o Departamento de Segurança Interno dos Estados Unidos para proteger as eleições de influência externa”.

Mesmo reconhecendo que não é uma plataforma para “seguir notícias ou temas políticos”, o TikTok diz estar focado em disponibilizar aos utilizadores “informação educativa e de autoridades em temas importantes”.

Apesar de a continuidade nos Estados Unidos estar em risco, o TikTok demonstra que está a fazer planos para os próximos meses. Neste momento, tendo em conta a decisão do presidente dos Estados Unidos em banir a aplicação do país, o TikTok estará a negociar a venda da operação nos EUA, Canadá, Nova Zelândia e Austrália à Microsoft. Apesar da resistência da ByteDance, a dona da aplicação, e do governo chinês relativamente a esta decisão, Trump estabeleceu um prazo de 45 dias para a venda estar assegurada. Caso as negociações não cheguem a bom porto até dia 15 de setembro, a operação do TikTok nos EUA será banida.

De acordo com a CNBC, a compra poderá envolver um montante de 30 mil milhões de dólares (mais de 25 mil milhões de euros).

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Outros conteúdos GMG
Hoje
apple one

Apple One junta vários serviços, chega a Portugal mas com limitações. O que tem

A  90ª edição da Micam, a feira de calçado de Milão, está agendada para os dias 20 a 23 de setembro, com medidas de segurança reforçadas. Fotografia DR

Calçado. Micam arranca este domingo e até há uma nova marca presente

Os ministros da Presidência do Conselho de Ministros, Mariana Vieira da Silva (C), Economia, Pedro Sia Vieira (E) e do Trabalho Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho (D). MANUEL DE ALMEIDA/POOL/LUSA

Portugal é o quarto país da UE onde é mais difícil descolar do mínimo

TikTok toma medidas de combate à desinformação antes das eleições dos EUA