Tecnologia

Trump recusa extensão do prazo imposto ao TikTok. “Ou fecham ou vendem”

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, depois da visita a uma fábrica no estado do Ohio. (EPA/DAVID MAXWELL)
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, depois da visita a uma fábrica no estado do Ohio. (EPA/DAVID MAXWELL)

Presidente dos Estados Unidos anunciou que não tem intenções de prolongar o prazo limite para a venda da operação americana do TikTok.

Os analistas consideram o negócio complexo mas Donald Trump não tem intenções de aliviar a pressão imposta à ByteDance, criadora da aplicação de vídeos curtos TikTok. Há algumas semanas, a administração Trump impôs um prazo para que a empresa chinesa negociasse a venda da filial americana, caso contrário a aplicação seria bloqueada no país.

Em declarações feitas esta quinta-feira, Donald Trump afirmou que não está nos planos uma extensão do prazo. “Vamos ver aquilo que acontece. Ou fecham ou vendem [a operação]”, disse Donald Trump, citado pela CNN.

A ByteDance está a ser pressionada pelo governo dos EUA para fechar as negociações até à próxima semana. Alegando que a aplicação representa um perigo de segurança nacional para o país, devido ao país de origem da app, os Estados Unidos estipularam que a ByteDance deveria vender a operação norte-americana a uma empresa dos Estados Unidos. Companhias como a Microsoft ou a Oracle estão em negociações com a ByteDance mas, tendo em conta o agitado clima entre Washington e Pequim, chegar a um acordo pode não ser assim tão simples. Afinal, o governo chinês tem contestado, em várias ocasiões, esta obrigação de venda para que a app continue presente nos EUA.

Se, inicialmente, as declarações de Trump estipulavam o prazo de 15 de setembro para que as negociações estivessem concluídas, as próprias ordens executivas geraram algumas dúvidas sobre a data concreta. Se primeiro indicavam o dia 20 de setembro como data limite, uma segunda ordem já mencionava um prazo mais alargado, até meados de novembro.

Caso a ByteDance não chegue a acordo com nenhuma das interessadas, a aplicação TikTok será banida dos Estados Unidos, onde tem cerca de cem milhões de utilizadores ativos mensais. De acordo com os dados revelados em agosto, comparando com janeiro de 2018, a base de utilizadores no país cresceu 800%, crescimento particularmente impulsionado pelo confinamento. Globalmente, o TikTok tem 700 milhões de utilizadores ativos por mês.

A Microsoft foi a primeira a sinalizar o interessa no TikTok, indicando que estava a negociar a compra das operações nos EUA, Canadá, Austrália e Nova Zelândia. Mais tarde, o jornal Financial Times avançava que a tecnológica de Redmond teria alargado o leque de interesses, preferindo a operação global da TikTok (a ByteDance continuaria a deter a versão chinesa da aplicação, com o nome Douyin). Nenhuma das partes confirmou, entretanto, esta intenção.

Mais tarde, era avançado que a Oracle estaria também interessada na operação do TikTok nos Estados Unidos. Embora a tecnológica co-fundada por Larry Ellison, conhecido apoiante de Donald Trump, não tenha emitido um comunicado oficial sobre o interesse no TikTok, o presidente dos Estados Unidos já demonstrou que vê com bons olhos a participação da companhia no negócio.

ByteDance vai investir em Singapura

Apesar de estar no centro de uma tempestade política, a ByteDance continua a recrutar para várias localizações e a anunciar investimentos com bastante frequência.

Depois de anunciar no início de agosto que iria instalar o primeiro data center europeu na Irlanda, num investimento de 420 milhões de euros, a Bloomberg e a Reuters avançam que a empresa poderá agora apostar em Singapura.

Segundo as agências, a empresa-mãe do TikTok estará a planear um investimento de “milhares de milhões de dólares” em Singapura, assim como a contratação de centenas de trabalhadores para o escritório desta localização.

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