Coronavírus

Ocupação média dos hotéis em atividade nos Açores perto de 10%

Lagoas de São Miguel. Fotografia: Global Imagens
Lagoas de São Miguel. Fotografia: Global Imagens

Há, ainda, uma “percentagem elevada de hotéis encerrados” na região

O representante nos Açores da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), Fernando Neves, diz que a taxa de ocupação média da hotelaria em atividade é de cerca de 10%, em resultado da pandemia de covid-19.

O responsável afirma, em declarações à agência Lusa, que se mantém uma “percentagem elevada de hotéis encerrados”, mas que, ainda assim, o cenário é “ligeiramente melhor em agosto”, uma vez que “tem havido menos cancelamentos”.

Como as alterações estão a verificar-se “muito perto das datas de chegada torna-se difícil fazer previsões adequadas”, mas, referiu, “certamente os meses de agosto e setembro manterão uma quebra significativa em relação a 2019, na ordem dos 80%”.

Para o também empresário de hotelaria, 2020 “é um ano perdido para o turismo – muitos hotéis manter-se-ão encerrados e alguns dos que entretanto reabriram provavelmente voltarão a suspender a atividade”.

Fernando Neves refere que 2019 foi “particularmente positivo e registou subidas em praticamente todos os níveis”, com taxas de ocupação elevadas, novos investimentos no setor e indicadores muito otimistas para o futuro.

“Antes de sermos surpreendidos por toda esta situação, as previsões para 2020 eram muito positivas e preparávamo-nos para o melhor ano turístico de sempre”, afirma.

Perspetivar agora os próximos anos “é olhar novamente para um caminho longo, sujeito a todas as reviravoltas que esta pandemia ainda poderá trazer e mudanças que ainda poderá provocar no consumidor”.

Este tem, aliás, de forma já notória, “novas prioridades e novas exigências, particularmente ao nível da segurança sanitária e mesmo de atendimento, que se quer mais atento e cuidado”.

Para Fernando Neves, torna-se fundamental que as empresas mantenham a sua capacidade produtiva, na “certeza de que todo o trabalho que foi feito a nível da construção da identidade do destino Açores, e que corresponde às novas expectativas, continua intacto”.

A associação está convicta de que se parte de um ponto muito positivo: o de que “a região vai de encontro ao que será mais procurado nestas próximas fases”, ou seja, um “destino tranquilo, longe de multidões, sustentável, com uma oferta alargada de atividades ao ar livre e uma natureza exuberante”.

Ainda assim, afirma o representante, “certamente só a partir de 2022 a retoma começará a ser mais consistente”.

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