Turismo

“Reservas para o verão ainda estão a metade do normal”

Gonçalo Rebelo de Almeida, administrador do grupo Vila Galé.
(Fotografia: António Pedro Santos /Global Imagens )
Gonçalo Rebelo de Almeida, administrador do grupo Vila Galé. (Fotografia: António Pedro Santos /Global Imagens )

Gonçalo Rebelo de Almeida diz que já há reservas e junho trouxe movimento. Mas admite ano difícil, apoiado em portugueses.

Como está a correr a reabertura dos hotéis Vila Galé?
Reabrimos 11 hotéis nos feriados de junho e tivemos alguma procura. No total dos três hotéis do grupo no Alentejo que já estavam a funcionar – Évora, Clube de Campo e Vila Galé Collection Alter Real – tivemos cerca de 70% de ocupação. No novo Serra da Estrela, que devia ter sido inaugurado em março mas por causa da pandemia optámos por só abrir agora, tivemos mais de 50% e no Algarve tivemos uma procura razoável.

E o arranque do novo hotel na Coudelaria de Alter do Chão?
Tivemos alguns dias na semana passada com o hotel completo, embora respeitando o atual número de quartos disponível, que é menor, obviamente. Este hotel oferece uma multiplicidade de atividades, muitas ligadas à temática equestre, está rodeado de verde e de natureza, fica numa região com menos densidade populacional e, por ser novo, também há muita curiosidade por parte dos clientes para o conhecerem e experimentarem. Estamos a prever uma ocupação média de cerca de 30% em julho e a rondar 60% em agosto.

Esta aposta em oferta diferenciada é uma prioridade nesta altura difícil para o turismo?
É cada vez mais importante ter produtos turísticos diferenciadores e este hotel responde a esse objetivo. E complementa o portefólio de unidades que já temos. Por outro lado, cumpre outros dois objetivos que temos seguido na nossa estratégia de expansão: recuperar património histórico e investir no interior, tentando criar novos polos turísticos. Nesta conjuntura, pela sua localização, estrutura e oferta, também acreditamos que terá capacidade para gerar procura nacional e internacional.

Quanto esperam recuperar neste ano? O turismo caiu 97%, acredita que fechará o ano com perdas de 50%? Menos?
Ainda estamos numa fase de difícil previsão quanto a taxas de ocupação ou resultados. Mas tivemos três meses em que as receitas foram praticamente zero e a performance dos próximos meses – os mais importantes para o turismo – ficará bastante abaixo face a anos anteriores. Ainda assim, vamos abrir os restantes hotéis a 1 de julho. Nas últimas três semanas começámos a ter um cenário mais animador, com as reservas a retomarem de forma mais consistente. Nos últimos dias, as reservas feitas por clientes portugueses correspondem já a cerca de 80% do volume que estávamos a receber no mesmo período do ano passado. Mas ainda há um longo caminho a percorrer porque estiveram paradas muitas semanas, não teremos grande parte da procura internacional dos últimos anos, por isso, as taxas de ocupação ainda são baixas. No mês de agosto teremos sobretudo clientes nacionais, porque a procura de outros mercados só deve retomar mais tarde, com a reabertura de fronteiras e a retoma de ligações aéreas. Nesta fase, a taxa de ocupação para o verão ainda está 40% a 50% abaixo do normal nesta época.

A Champions em Lisboa pode ajudar a dar um impulso – direto e por via da confiança?
Sem dúvida. Recebermos a Champions é muito positivo porque dá ainda mais credibilidade ao país e é sinal de que internacionalmente se acredita no destino e se encara Portugal como seguro. Por outro lado, há toda a componente de divulgação e visibilidade internacional, dada a cobertura mediática que estes grandes eventos têm.

Que medida gostava de ver tomada para dar um empurrão ao setor que mais fez pela economia nos últimos anos?
No imediato, consideramos as medidas adequadas, sendo apenas necessário reforçar investimentos em comunicação dos destinos de modo a conquistar a confiança dos consumidores.

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