Vodafone 5G

Revolução do 5G vai “mudar o jogo” em nova era de colaboração

Mário Vaz CEO da Vodafone

A próxima geração móvel terá um impacto profundo em áreas chave como a saúde, mobilidade e indústria e há exemplos concretos do quão transformadora é

A maior velocidade, baixa latência e capacidade de ligar um número muito maior dedispositivos são as características técnicas que distinguem o 5G de todas as gerações móveis anteriores. Mas esse é apenas o início da história: a próxima revolução tecnológica será feita de cocriação e desenho colaborativo de soluções a um nível nunca antes visto entre operadoras, fornecedoras e empresas.

Foi isso que explicaram os oradores da Vodafone Business Conference – A Próxima Revolução Tecnológica, que ontem debateram a chegada do 5G na Fundação Champalimaud. “A tecnologia per se não é suficiente. É preciso, em colaboração com os atores do mercado, trabalharmos em novas soluções e tirarmos partido do que a tecnologia permite”, disse Mário Vaz, CEO da Vodafone Portugal.

O responsável, que fez críticas ao regulamento de atribuição de frequências da Anacom – apelidando-o de “discriminatório” em relação aos operadores existentes – até considerou que a estratégia 5G do governo tem “aspetos positivos.” Mário Vaz sublinhou que Portugal tem “toda a capacidade de ter sucesso no 5G” pelas suas qualificações humanas e histórico tecnológico e que nesse sentido, e tendo em conta a ambição demonstrada, a Vodafone está “alinhada com a estratégia governamental.”

A disponibilidade do governo foi algo que a diretora do Programa 5G da Vodafone Itália, Sabrina Baggioni, frisou na sua apresentação. O executivo italiano disponibilizou um programa de testes e incentivos que permitiu a criação de zonas 5G avançadas em várias cidades. Milão tornou-se uma peça central, onde a Vodafone investiu 90 milhões de euros em cobertura e 50 projetos com 38 parceiros nas áreas da saúde, mobilidade, indústria e retalho, segurança, energia, entretenimento e divisão digital. “A saúde é onde esperamos o maior benefício do ponto de vista social”, disse Baggioni, exemplificando com cirurgias remotas e a condução de exames de imagiologia com ligação 5G a um médico noutra localização.

É também neste campo que a King’s College em Londres está a avançar em território inexplorado, através do trabalho do professor Mischa Dohler, outro dos oradores. Seguindo o seu conceito de “Internet das Habilidades”, para a qual o 5G será fundamental, a equipa está a trabalhar em braços robóticos com partes flexíveis que podem operar em pacientes sendo controlados remotamente por cirurgiões. Os dispositivos hápticos controlados pelos cirurgiões comunicam via 5G com os braços robóticos e a baixa latência é vital para que o sistema funcione.

Também Jaime Trapero, responsável de marketing da Ericsson Ibéria, contabilizou a importância da área da saúde. Precisamos de “passar do healthcare para o healthtech”, considerou, sublinhando a importância de reduzir o tempo de atuação no atendimento médico e o potencial de poupança de centenas de milhões de euros na próxima década. Segundo o estudo citado pelo responsável da Ericsson, o 5G deverá gerar 3,6 mil milhões de euros em Portugal até 2030, em todo o ecossistema.

Outras áreas mencionadas foram a da assistência remota, indústria 4.0, mobilidade, videovigilância e entretenimento, com o advento dos hologramas, carros conectados e robôs-assistentes. “Vai mudar o jogo”, disse Mischa Dohler. “É a primeira vez que temos uma infraestrutura pública em cima da qual podem pôr a vossa magia.”

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