Web Summit 2018

As frases que marcaram os quatro dias de Web Summit

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Ao longo de quatro dias de Web Summit, foram muitos os tópicos de conversa da cimeira tecnológica.

Ao longo dos últimos quatro dias muito foi dito pela Web Summit, a maior cimeira do mundo na área de empreendedorismo e tecnologia. Leia aqui algumas das frases mais marcantes desta edição.

Tim Berners-Lee, fundador da World Wide Web (WWW): “A privacidade é um dos direitos fundamentais e devemos lutar por ela”.

Lisa Jackson, a responsável da Apple para a área do ambiente e iniciativas sociais:”O ar que respiramos e o mundo que vamos deixar aos nossos filhos não pertence a uma ideologia, pertence a todos nós. O governo deve ser um aliado no nosso trabalho. Na Apple, continuamos a apoiar o Acordo de Paris”.

António Costa, primeiro-ministro: “Portugal gosta de ser um país aberto. O nosso ADN é aproximar as pessoas de todo mundo, algo que começámos a fazer há 600 anos”. “Fomos o país da primeira globalização, que aproximou culturas, pessoas e bens numa nova era. A liberdade permite a criatividade e dá azo a uma curiosidade infinita. Foi isso que a história nos ensinou”.

Christopher Wylie, da Cambridge Analytica: “O Facebook tem tanto poder que está a fazer um clone digital da nossa sociedade. O que é que acontece quando os sistemas de inteligência artificial começarem a comunicar entre si?”, questionou o principal rosto que trouxe o escândalo de privacidade a público. “Como sociedade, não estamos a ver aquilo que se está a fazer. Estamos a deixar estas empresas colonizar a nossa sociedade?”, perguntou Wylie. “Isto é uma história de colonialismo. A questão é que os nossos governos não estão preparados para lidar com isto”.

Young Sohn, presidente da Samsung: “Foram os portugueses que levaram as malaguetas para a Coreia do Sul. Obrigada pela globalização”. “Se vos perguntarem quantas estrelas tem a galáxia vocês não sabem, porque é um número gigante. Pois, mas existem números maiores. O potencial de todos os dispositivos do mundo para armazenar dados por exemplo”.

Margrethe Vestager, comissária europeia da Concorrência:”Não sabemos dizer que tipo de vida digital vamos ter dentro de 10 ou 20 anos, mas é possível garantir que a [tecnologia] vai mudar a nossa vida”, explica, acrescentando também que, sim, pode ser divertido andar numa montanha-russa, mas numa em que “só se entra quando se tem a certeza de que vai ser divertido”.

Tony Blair, antigo primeiro-ministro britânico: “Sou 100% contra o Brexit. Até ao final [altura em que a decisão for formalmente tomada] vou fazer tudo o que poder para pará-lo”.

Brad Smith, presidente da Microsoft Corporation: “Acredito que a inteligência artificial pode ajudar a curar o cancro”, reconhece Smith. “É uma época excitante para se viver. Mas também há outras questões e ameaças, coisas que se tornaram questões para a nossa sociedade”.

Stephen Attenborough, diretor comercial da Virgin Galactic: “Estamos à beira de entrar numa nova era do espaço. Isto vai transformar as nossas vidas. Se tudo resultar, podemos fazer no espaço o mesmo que o iPhone fez ao telefone. Poderemos oferecer uma ligação única com a Terra e o cosmos.”

Raffi Krikorian, CTO Comité Nacional [do Partido] Democrata: “São precisos humanos para combater este problema [as notícias falsas]”.

Ben van Beurden, CEO da Shell: “Até as empresas mais poderosas vão cometer erros. Temos de fazer melhor do que acertar só com os básicos”.

Brendan Kennedy, CEO da Tilray: “Se fosse investidor, preferia investir em cannabis do que em companhias aéreas”.

Yang Ge, jornalista da versão chinesa do Financial Times: “Não me parece que a China tenha já superado os Estados Unidos como líder do mundo tecnológico. A China está na posição de seguidor líder”.

Christopher Leacock, produtor musical da banda Major Lazor: “Sempre houve uma relação muito próxima entre criatividade e tecnologia”.

Paddy Cosgrave, CEO da Web Summit: “A minha mulher disse ontem à noite [quarta-feira] que nos vamos mudar para Lisboa”.

Michael Anton Smith, CEO da Calm:A tecnologia não é o problema. Os smartphones não são o problema. A forma como usamos estas ferramentas [é o problema]”.

Daniel Grieder, da Tommy Hilfiger Global: “Antigamente, as pessoas entravam nas nossas lojas, pegavam nas roupas que queriam para a temporada seguinte e experimentavam-nas. (…) Claro que os consumidores querem tocar no que compram, mas a próxima geração não”.

Palmer Luckey, fundador da Oculus: “Os soldados vão ser super-heróis. Todos os soldados do mundo vão ter um capacete de realidade aumentada muito antes de todos os consumidores”.

Caen Contee, co-fundador da Lime: “As pessoas que falam sobre os problemas [das trotinetes elétricas] são normalmente pessoas que não usam o serviço. A realidade é que quem usa o serviço quer saber, preocupa-se”.

Ev Williams, fundador e CEO do Medium: “Um dos maiores problemas na sociedade é que criámos um mundo em que atenção é premiada em quantidade, não é pela qualidade. Não premiamos os conteúdos que nos fazem sentir algo significativo mas na obtenção de atenção de qualquer forma”.

Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República: “Depende de vós, usar a revolução digital para o diálogo, para a paz. Esse é o desafio, é difícil, duro, porque esta onda que está a atravessar o globo vai durar e é o oposto da revolução digital, o oposto do significado da revolução digital”.

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