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Lisboa investe 20 milhões para criar empregos qualificados no Beato

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Autarquia ambiciona prolongar o trajeto do elétrico número 15 para, no futuro, alcançar o Parque das Nações.

A Câmara de Lisboa está apostada em transformar a zona do Beato num polo de inovação. Em 2016, a autarquia adquiriu um edifício pertencente a um complexo militar desativado, localizado naquela área, tendo pago mais de sete milhões de euros. É aí que está a nascer o Hub Criativo do Beato, que vai ser a casa de várias empresas tecnológicas. Mas a Câmara quer ir ainda mais longe e ficar também com a ala norte deste complexo, que tem uma dimensão superior quando comparada com a que está a ser reabilitada, a sul.

“Estamos muito contentes com o desenvolvimento que o Hub [Criativo do Beato] está a ter. Tem vários projetos de referência”, diz Fernando Medina, presidente da Câmara de Lisboa, em entrevista ao Dinheiro Vivo. “Estamos a fechar os últimos acordos para o desenvolvimento daquela área; teremos em breve boas notícias. Estamos a iniciar uma segunda parte desta tarefa, que passará pela negociação da ala norte da manutenção militar. É uma área cerca de três vezes superior à que estamos a trabalhar neste momento, e que será transformadora de toda a zona”.

Para tal, a cidade está disponível para abrir os cordões à bolsa, devendo a fatura ser superior à que foi paga há dois anos. “Estamos a desenvolver o processo com o governo, com o Ministério das Finanças e da Defesa. Já sinalizámos a nossa vontade. Há vontade também do governo em que possamos avançar para esta solução. Contamos ao longo do próximo ano fechar esse acordo. Entre a aquisição da ala sul e da ala norte, a Câmara irá despender cerca de 20 milhões de euros para a aquisição dos espaços”.

Esta zona mais a norte vai ter espaços para empresas, serviços e startups, mas não só. “Ainda não está fechado o modelo relativamente à ala norte. Está mais atrasado; temos estado mais concentrados em fechar a ala sul para podermos dar essa dimensão por encerrada. A ala norte é diferente”, nota, acrescentando que já existe no local um teatro de grandes dimensões, uma creche e uma zona de quinta. “É uma zona menos compacta [do que a onde está a nascer o Hub do Beato] e mais aberta, que terá um programa próprio mas que queremos que funcione em conjunto e integrada” com o que já está a ser preparado com o Hub Criativo.

Aliás, o modelo de negócios para a exploração vai ser semelhante ao aplicado no Hub: os espaços vão ser alugados e o investimento na requalificação dos mesmos, que será feito pelas entidades que os ocupem, será a forma de pagamento.

Contudo, um dos problemas daquela zona da capital são as acessibilidades. O autarca não esconde que atualmente o Beato “não está muito bem servido” no que a meios de transporte diz respeito, mas “vai estar” no futuro. “O nosso objetivo a médio prazo é fazer o prolongamento da linha do elétrico, do 15, que neste mandato vai ser prolongado até Santa Apolónia. Queremos ainda, neste mandato, começar a dar o passo de levar o 15 até ao Parque das Nações. Passar a ter um sistema de elétrico rápido, ou metro de superfície, na nova composição. Em segundo lugar, fazer a ligação entre o apeadeiro de Marvila – que está hoje muito subutilizado – com um acesso pedonal e ciclável bastante fácil ao Hub do Beato, que vai dar uma acessibilidade à zona que hoje não tem”.

Com estas alterações, o autarca não tem dúvidas de que, no futuro, o Beato será sinónimo de mão-de-obra qualificada e de uma nova vida. “Daqui a poucos anos vamos ter ali milhares de postos de trabalho, um sistema de acessibilidades novo, um sistema de circulação novo, com mais oportunidades para o comércio local e toda a vivência na zona. Vai haver uma grande transformação urbana”.

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