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Um irlandês em Lisboa e 200 mulheres no palco. Para o ano há mais

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Um irlandês em Lisboa e 200 mulheres no palco. Para o ano há mais

Quatro dias, 70 mil pessoas, alguma chuva, 360 mil cafés e, acima de tudo, muita tecnologia. Chegou ao fim a terceira edição da Web Summit em Lisboa.

Não foi o final apoteótico do ano passado, mas Marcelo repetiu o show. A Web Summit disse ‘até para o ano’ com mais um discurso inspirador do Presidente da República. Numa Altice Arena onde não cabia nem mais um voluntário, Marcelo Rebelo de Sousa apelou aos líderes da revolução tecnológica que usem os megabytes como armas em prol da paz no mundo.

“Depende de vós usar a revolução digital para o diálogo, para a paz. Esse é o desafio, é difícil, duro, porque esta onda que está a atravessar o globo, vai durar e é o oposto da revolução digital, o oposto do significado da revolução digital. É por isso que temos de lutar pelos valores e princípios da liberdade, multilateralismo, paz, por algo pelo qual valha a pena viver. Têm de levar esta mensagem pelo mundo, não ficar com esta mensagem apenas em vós”. A mensagem passou.

Antes do Presidente, Paddy Cosgrave anunciou o vencedor do Pitch, que este ano não recebeu prémio monetário por falta de patrocinador. A britânica Wayve levou, literalmente, o troféu para casa. E foi só. A melhor startup da Web Summit de 2018 apresentou uma solução para condução de carros autónomos. “Os carros tomam as decisões com base na tecnologia de computer vision“, explicou o fundador.

Não foi de carro autónomo mas de trotinete elétrica que os fundadores da Lime e da Taxify entraram em palco para uma das últimas conferências do dia. O futuro da mobilidade foi, aliás, um dos temas em destaque durante os quatro dias da cimeira.

Questionados sobre o conceito mais errado que as pessoas têm sobre a moda das trotinetes, que chegou a Lisboa há um mês, Caen Contee, co-fundador da Lime destacou que “as pessoas que falam sobre os problemas são normalmente pessoas que não usam o serviço.

Antes do almoço Paddy Cosgrave aproveitou para fazer as pazes com o público feminino. Depois da polémica da noite de abertura, que ficou conhecida para a história das redes sociais como “Man Summit”, devido à presença em palco de dezenas de fundadores de startups portuguesas maioritariamente do sexo masculino, o criador da Web Summit quis tirar outra foto de família. Desta vez chamou ao palco 200 mulheres para celebrar a iniciativa Women in Tech e sublinhar que 45% da cimeira fez-se este ano no género feminino.

Na habitual conferência de imprensa de balanço do evento, Paddy aproveitou para dar a entender que o futuro da sua Summit em Portugal não será apenas Web. O irlandês revelou que poderá criar uma cimeira dedicada ao vinho. Paddy partilhou ainda detalhes sobre o futuro da família Cosgrave. “A minha mulher disse-me ontem à noite que nos vamos mudar para Lisboa”. Afinal, há mais dez cimeiras para organizar.

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