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Jantar da Web Summit no Panteão Nacional causa revolta nas redes sociais

(redes sociais)
(redes sociais)

Desde 2014 que é possível organizar eventos em certos monumentos históricos. A equipa de Paddy Cosgrave escolheu o Panteão.

Tem sido a polémica do dia. Este sábado foi divulgada na internet uma fotografia de um jantar no Panteão Nacional, organizado pela equipa da Web Summit. Trata-se do arranque da F.ounders, um evento à porta fechada, apenas para grandes líderes tecnológicos, que costuma acontecer logo após a cimeira tecnológica de Paddy Cosgrave e que, no passado, teve lugar no Penha Longa, em Sintra.

O local escolhido para o jantar exclusivo deste ano enfureceu vários internautas, que têm utilizado as redes sociais para mostrar a sua indignação. “Quem terá sido o ministro, ou o secretário de estado, que autorizou o evento,” questiona um blog. No Facebook, são várias as publicações que fazem piadas com a situação. “Se a Web Summit se realizar num mês quente, faz-se isto num almoço ao ar livre no Cemitério dos Prazeres,” lê-se. Twitter e Reddit seguem a mesma tendência e há mais fotos e vídeos do jantar em questão no Panteão Nacional.

Num dos vídeos divulgados, é possível ver Paddy Cosgrave a falar na zona central da sala, dirigindo-se aos convidados. “É o que tentamos fazer: arranjar espaços incríveis,” indica o CEO da Web Summit, responsável também pela organização da F.ounders.

Contudo, apesar da indignação, este não é o primeiro evento que se realiza no Panteão Nacional. Desde 2014 que é possível utilizar certos monumentos para eventos privados, mediante pagamento. O Regulamento de Utilização de Espaços nos Serviços Dependentes, que entrou em vigor em 2014, foi aprovado pelo governo de Pedro Passos Coelho, com o objetivo de uma “rentabilização assente na qualidade e, sobretudo, na salvaguarda da sua especificidade e prestígio”, indicava a nota governativa que circulou na altura.

Depois da entrada em vigor da legislação, passou a ser possível arrendar 23 monumentos e imóveis afetos à Direção-Geral do Património. Na lista encontram-se, por exemplo, o Mosteiro dos Jerónimos, o Palácio Nacional de Mafra ou o Museu Nacional Soares dos Reis.

 

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