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Paddy Cosgrave pede desculpa por usar Panteão em jantar exclusivo da Web Summit

(redes sociais)
(redes sociais)

Este sábado foi divulgada na internet uma fotografia de um jantar no monumento, organizado pela equipa da Web Summit

O CEO da Web Summit lamentou ter organizado um jantar no Panteão Nacional. “Pedimos desculpa por qualquer ofensa causada. Este foi um jantar organizado segundo as regras do Panteão Nacional, e conduzido com respeito,” indicou Paddy Cosgrave num comunicado enviado às redações.

Este sábado foi divulgada na internet uma fotografia de um jantar no monumento, organizado pela equipa da Web Summit. Trata-se do arranque da F.ounders, um evento à porta fechada, apenas para grandes líderes tecnológicos, que costuma acontecer logo após a cimeira tecnológica de Paddy Cosgrave e que, no passado, teve lugar no Penha Longa, em Sintra.

“A Web Summit tentou honrar a história de Portugal e fazer com que os nossos convidados valorizassem o passado tão rico deste país”, continuou o responsável. “Faz parte da cultura irlandesa celebrar a morte e, anteriormente, o jantar mais importante da F.ounders realizou-se na Catedral Christ Church, em Dublin, na maior cripta do Reino Unido e Irlanda.”

Paddy Cosgrave terminou a declaração desculpando-se perante todos os que se sentiram ofendidos com a realização do evento no monumento. “Pedimos desculpa pela nossa tentativa de celebrar a F.ounders desta forma.”

Durante a tarde, o primeiro-ministro António Costa tinha já reagido à polémica no Twitter. “Utilizar o Panteão Nacional para eventos festivos é absolutamente indigno do respeito devido à memória dos que aí honramos. Apesar de enquadrado legalmente, por despacho do anterior Governo, é ofensivo utilizar assim este monumento,” escreveu.

Quando o caso se tornou público, as redes sociais reagiram de forma violenta, a criticar a utilização do espaço, permitida desde a publicação, em 2014, do Regulamento de Utilização de Espaços nos Serviços Dependentes, depois da qual passou a ser possível arrendar 23 monumentos e imóveis afetos à Direção-Geral do Património.

Num comunicado enviado às redações, o gabinete de António Costa indicou que o primeiro-ministro vai proceder à alteração da lei “para que situações semelhantes não voltem a repetir-se, violando a história, a memória coletiva e os símbolos nacionais”.

Marcelo Rebelo de Sousa aplaudiu a decisão do governo. “A imagem que eu tenho do Panteão Nacional não é de ser um local adequado para um jantar, nem que seja o jantar mais importante de Estado”, indicou o Presidente da República, questionado pelos jornalistas à margem do Congresso Nacional de Estudantes de Medicina, na Reitoria da Universidade Nova de Lisboa. “Portanto, se o Governo tomou uma decisão no sentido de isso deixar de ser possível, acho que foi uma decisão muito sensata, muito óbvia, corresponde àquilo que qualquer pessoa com algum bom senso faria nesse caso concreto”, concluiu.

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