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Matcha, a aplicação três-em-um que quer ser o Tinder dos vegan

Fabian Mossberg e Heidi Romero são os criadores da aplicação Matcha. 
(Carlos Costa/Global Imagens)
Fabian Mossberg e Heidi Romero são os criadores da aplicação Matcha. (Carlos Costa/Global Imagens)

Heidi e Fabian criaram a aplicação Matcha, que quer funcionar como um três-em-um, a conectar vegan em contexto de encontros e contexto social.

Fabian Mossberg e Heidi Romero são ambos vegan – não comem ou usam qualquer produto de origem animal, descrevendo esta opção como “uma filosofia de vida”. Sediados em Nova Iorque, os criadores da aplicação Matcha são ativistas contra a crueldade animal e membros ativos entre os principais grupos vegan da Big Apple. Recentemente, decidiram unir esforços e criar uma nova aplicação.

“A Matcha junta os vegan em todo o mundo”, explica Heidi Romero, que é antropóloga e ativista contra a crueldade animal. Heidi juntou-se a Fabian Mossberg, programador, para “cozinhar” a aplicação, que ainda está a dar os primeiros passos. “A Matcha tem três aspetos, um é o de encontros, onde o único concorrente aproximado é o Tinder”, avança Heidi Romero, que indica que a ideia desta aplicação está a ser bem recebida entre a comunidade vegan nova-iorquina.

“Como vegan, já não uso o Tinder, porque não sei quem é que é vegan por lá ou não, não tens a hipótese de incluir isso nos filtros, por exemplo”, explica Heidi Romero. “Neste momento, já há um termo chamado vegansexual, pessoas que só se sentem sexualmente atraídas por pessoas com compaixão”, detalha.

“Mesmo para encontros de uma noite, se calhar não queres estar com uma pessoa que consuma carne. E a Matcha tira tudo isso, porque é garantido que todas as pessoas a quem fazes swipe (mostrar interesse) são vegan.” Além dos swipe, há outra diferença: é pedido a cada utilizador que indique aquilo que o levou a tornar-se vegan. No perfil de cada utilizador, um ícone indica a razão da escolha – motivos de saúde, preocupação com o ambiente ou preocupação com os animais.

Heidi e Fabian descrevem a Matcha como uma aplicação três-em-um. Além da componente de encontros casuais, em que a experiência de utilização é semelhante aos deslizares e matches do Tinder, também pode ser usada por quem quer apenas saber que eventos estão disponíveis para juntar pessoas vegan ou mesmo por quem quer beber um café com alguém que partilhe a mesma visão de vida. “Mesmo que já sejas casado ou estejas numa relação, a Matcha tem um aspeto social, que é a parte dos eventos. Tem a capacidade para juntar todos os eventos a partir de portais que agreguem eventos para vegan”, detalham os criadores.

“Há ainda a parte dos hangouts, para as pessoas que estão em viagem. Eu vim de Nova Iorque para Lisboa, por exemplo, e se ativar a área dos hangouts na aplicação posso encontrar pessoas que estejam dispostas a beber um café ou que me possam indicar bons restaurantes”, explica Heidi. Para a criadora da Matcha, isso é uma vantagem. “Tens a hipótese de conhecer as cidades como uma pessoa local.”

A aplicação ainda está numa fase de teste, com lançamento marcado primeiro para os dispositivos iOS. Fabian e Heidi querem disponibilizar esta aplicação à escala global, mas há algumas cidades mais interessantes, devido à concentração de pessoas vegan: Nova Iorque, nos Estados Unidos, e Berlim, na Alemanha.

Depois da passagem por Lisboa para a Web Summit, Heidi e Fabian garantem que também a capital portuguesa passou a figurar no “radar” da Matcha.

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