Web Summit 2019

Vera Jourová. Divisão das big tech “é a bomba atómica que não queremos usar”

Vera Jourova. Foto: Seb Daly/Web Summit via Sportsfile
Vera Jourova. Foto: Seb Daly/Web Summit via Sportsfile

Comissária Europeia para Justiça, Consumidores e Igualdade de Género reconhece que a possibilidade existe, mas que pode ser "bomba atómica" para setor

Durante a intervenção na Web Summit, sobre o tema da divisão das grandes tecnológicas, a comissária Europeia para as áreas de Justiça, Consumo e Igualdade de Género deixou clara a visão europeia sobre o tema: a Europa tem regras.

“O papel da União Europeia é promover as tecnologias digitais e a inteligência artificial e desenvolver regras razoáveis que possam atuar caso alguma coisa corra mal”, explicou a comissária, durante a conversa com Kumi Naidoo, secretário-geral da da Amnistia Internacional.

Se o tema da divisão das grandes tecnológicas, as americanas Google, Amazon, Facebook e Apple, tem sido recorrente do outro lado do Atlântico, a comissária Europeia explicou que a Comissão só recorrerá a essa estratégia em último recurso. “Dividir as big tech é o nosso último recurso, é a bomba atómica que não queremos usar”, garante.

Kumi Naidoo pautou a sua intervenção pelo relembrar do poder que as grandes tecnológicas têm – algo que, historicamente, nunca aconteceu. “Informação é poder, hoje os dados são poder e a natureza assimétrica dos dados é assustadora. E, historicamente, nunca tivemos um momento na história em que as empresas e os governos tivessem acesso a quem somos, aquilo com que interagimos e aquilo de que gostamos.”

Mas o responsável da Amnistia Internacional salienta que a divisão das tecnológicas, em unidades de negócio mais pequenas, não é remédio santo para garantir que as tecnológicas percam poder. “Podemos dividir estas empresas, mas a questão é que a lógica de vigilância vai continuar.”

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