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Web Summit 2020: “Queremos mostrar que Portugal é bem mais do que Lisboa”

Paddy Cosgrave, fundador da Web Summit. Foto: Filipe Amorim/Global Imagens
Paddy Cosgrave, fundador da Web Summit. Foto: Filipe Amorim/Global Imagens

Paddy Cosgrave anuncia que estúdios para debates da Web Summit 2020 em cidades como Porto, Coimbra e Lisboa vão permitir mostrar o resto do país.

Depois do anúncio pela manhã de que a Web Summit será num formato híbrido, online e offline e passa para dezembro (de 2 a 4 do mês do Natal), Paddy Cosgrave disse esta tarde que ainda é impossível saber que dimensão que o evento físico em Lisboa pode ter (ou se haverá público em espaço fisíco ou não), mas que este ano o objetivo passa por mostrar mais de Portugal.

“Podemos aproveitar esta versão online do evento para ter estúdios espalhados pelo país que permitam mostrar zonas como Porto, Coimbra, Faro, ou mesmo até as ilhas”, disse o CEO do evento. Cosgrave acrescenta mesmo: “queremos mostrar que Portugal é bem mais do que Lisboa, há muito mais para conhecer e o lado online do evento vai permitir isso”.

Além disso, como já tinha sido anunciado, haverá pela primeira vez um palco ou canal (sessão de vídeo online) dedicado apenas a Portugal, com empresas, investidores e outros destaques do país em evidência.

A empresa espera poder ter mais de 100 mil pessoas com a versão online disponível e que está, por estes dias, a ser testada pela primeira vez na estreia em eventos online com o Collision from Home – conferência que estava prevista para Toronto.

A conferência online está a decorrer usando tecnologia da própria Web Summit e feita “em tempo recorde”. “Em apenas oito semanas montámos uma web app muito focada em vídeo, não só com várias conferências mas que permite conversas-vídeo entre investidores e startups e uma interação, em alguns casos, superior ao que assistimos nos eventos offline”, explica.

Paddy Cosgrave admite que há melhorias a fazer e conta com o tempo que falta até à Web Summit de dezembro para o conseguir. A ideia passa mesmo por licenciar ou disponibilizar o software desenvolvido pela equipa liderada pelo português João Soares a outras empresas, como já referimos ontem. E, aparentemente, tem havido várias outras conferências e organizações interessadas.

Sobre a presença de público em Lisboa só em outubro é que será decidido. “Serão as autoridades portuguesas a definir quanto público poderemos ter e depois de uma decisão em outubro, vamos revendo números todas as semanas”, explicou referindo-se à incerteza causada pela pandemia.

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